

Representantes dos caminhoneiros decidiram cancelar a paralisação nacional prevista após reunião com o governo federal, realizada nesta quarta-feira (25), no Palácio do Planalto.
O recuo ocorreu após o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmar o atendimento da principal reivindicação da categoria: o cumprimento efetivo do piso mínimo do frete.
A medida foi formalizada por meio de uma medida provisória que estabelece novas regras de fiscalização e prevê punições mais rigorosas para empresas que descumprirem a tabela oficial.
O novo modelo de cálculo do frete passa a considerar variáveis como número de eixos do caminhão, volume e tipo de carga, além de condições específicas, como transporte frigorificado ou uso de contêineres.
Outro ponto do acordo prevê reajuste automático dos valores sempre que o diesel registrar variação igual ou superior a 5%, mecanismo que busca proteger a renda dos transportadores diante da oscilação dos combustíveis.
O governo federal também anunciou a aplicação de sanções progressivas para empresas e contratantes que descumprirem as regras do piso mínimo.
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