

A Polícia Federal está analisando ordens de pagamento e mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, que incluem referências a políticos, com o objetivo de identificar possíveis irregularidades e fundamentar novas fases da investigação.
Zettel é apontado como o principal operador financeiro do grupo e considerado peça-chave para expandir as apurações. A PF busca cruzar dados de diálogos e movimentações bancárias para verificar se os pagamentos mencionados ocorreram, se têm justificativa legal ou se há indícios de fraude.
Entre os investigados estão possíveis pagamentos ao senador Ciro Nogueira, que negou ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou pessoas ligadas a ele e afirmou não conhecer Zettel. A investigação também inclui suspeitas envolvendo fundos ligados a Zettel, incluindo operações relacionadas ao resort Tayayá, que já teve participação de empresa da família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Toffoli negou qualquer ligação com Zettel e afirmou não ter recebido valores do banqueiro ou de seu cunhado.
Zettel foi preso duas vezes: em janeiro, por ordem de Toffoli, e em março, sob supervisão do ministro André Mendonça. Ele permanece detido no Presídio Federal de Brasília, no Complexo da Papuda. Vorcaro também chegou a ser preso e atualmente negocia termo de delação premiada na superintendência da PF em Brasília.
Segundo a investigação, Zettel intermediava pagamentos do grupo, incluindo contratos fictícios, estruturava mecanismos para viabilizar transferências e coordenava comunicação com terceiros envolvidos. Ele também seria responsável pela operacionalização de pagamentos da chamada “milícia privada” ligada a Vorcaro, conhecida como “A Turma”.
Entre os pontos apurados, a PF investiga a possível contratação simulada de um servidor do Banco Central para justificar repasses financeiros, além de outras operações que possam indicar irregularidades no grupo.
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