

A PetroReconcavo registrou lucro líquido de R$ 638 milhões em 2025, com aumento de 46% em relação ao ano anterior. No 4T25, o resultado foi de R$ 50,7 milhões, com alta de 56% em relação ao mesmo período do ano anterior (4T24).
A produção média da empresa foi de 26,5 mil barris de óleo equivalente (boe)/dia em 2025, com aumento de 1% em relação à 2024. No período, a PetroReconcavo teve expressivos avanços operacionais, concluindo a perfuração dos primeiros poços profundos na Bahia, onde foi registrada a presença de hidrocarbonetos em diversas áreas. Além disso, a companhia também perfurou o primeiro poço horizontal no Rio Grande do Norte, validando premissas de engenharia e ampliando o entendimento de subsuperfície.
Além dos avanços técnicos, a empresa fortaleceu sua resiliência operacional, com a aquisição de 50% dos ativos de midstream da Brava Energia no Rio Grande do Norte (UPGN Guamaré), contribuindo para maior confiabilidade no processamento do gás natural e otimização de custos. Também foi inaugurada, em 2025, em parceria com a GNLink, a primeira unidade de liquefação e compressão de gás natural no Rio Grande do Norte, reforçando a autonomia e diversificação no escoamento e comercialização de gás natural.
A PetroReconcavo também deu ainda um passo estratégico para transformar sua logística de escoamento de petróleo no Rio Grande do Norte, ao firmar contrato de longo prazo com o Grupo Dislub Equador para movimentação e armazenagem de petróleo no Porto de Pecém, no Ceará.
“Todas essas iniciativas apontam na direção de uma PetroReconcavo mais integrada e com mais controle sobre sua cadeia de valor, o que permite operar com maior previsibilidade em diferentes cenários de mercado”, afirmou o CEO da PetroReconcavo, José Firmo.
Ele destacou ainda que, mesmo em um ano marcado por alta volatilidade global e cotação média do Brent 14% inferior ao do ano anterior, foi possível entregar resultados sólidos e crescimento no volume médio de produção.
A Receita Líquida da companhia fechou o ano em R$ 3,157 bilhões, ante R$ 3,264 bilhões de 2024. No 4T25, foram R$ 704 milhões.
Do ponto de vista financeiro, a companhia alongou o perfil da sua dívida, por meio de duas novas emissões de debêntures, realizadas no terceiro e quarto trimestre do ano, totalizando R$ 1,250 bilhão, reduzindo o custo médio da companhia para 6,12 ao ano.
“Essa quarta emissão consolida uma estratégia muito clara: menos custo, mais prazo e maior previsibilidade, criando uma estrutura de capital sólida para sustentar o crescimento da PetroReconcavo nos próximos anos. Encerramos 2025 com um nível confortável de alavancagem de 1,1 vez a relação dívida líquida e EBITDA”, afirmou Rafael Procaci CFO da PetroReconcavo.
Em maio de 2025, a companhia pagou R$ 263,4 milhões de Juros sob Capital Próprio (JCP) e já anunciou que fará a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos. O valor será pago em parcelas iguais de R$ 100 milhões cada, entre 2026 e 2028, reafirmando o compromisso com a remuneração de seus acionistas.
Foto: Acervo PetroReconcavo / Danthi Comunicação