

Uma a cada dez mulheres em idade fértil no Brasil sofre de endometriose, de acordo com o Ministério da Saúde. Dentre as complicações da doença, a infertilidade é uma das mais comuns e temidas
Considerada uma doença da mulher moderna, que retarda a maternidade, tem menos filhos e, consequentemente, tem mais ciclos menstruais, a endometriose é uma doença ginecológica crônica que atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Março Amarelo é o mês dedicado à conscientização sobre a doença, considerada responsável por mais de 30% dos casos de infertilidade feminina, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE). Mais comum entre mulheres com idade entre 25 e 35 anos, a endometriose pode causar infertilidade, principalmente, em seu estágio mais avançado, quando a doença atinge as trompas, órgão responsável pelo transporte dos espermatozoides até o óvulo e migração do embrião formado até o útero.
Um dos desafios da luta contra a endometriose é justamente o diagnóstico precoce, uma vez que cerca de 20% dos casos da doença podem ser silenciosos, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “É muito comum a mulher só descobrir que tem endometriose quando ela vai buscar ajuda especializada porque não está conseguindo engravidar espontaneamente”, conta a ginecologista Sofia Andrade, especialista em medicina reprodutiva da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.
“Ter o diagnóstico de uma endometriose não significa ser infértil, nem toda mulher terá problemas para engravidar, apesar da doença ser considerada um dos principais fatores de risco para infertilidade da mulher”, explica Sofia Andrade. A própria gestação pode funcionar como um alivio temporário dos sintomas já que há alta produção de progesterona na placenta durante a gravidez. O hormônio tem um efeito protetor, desinflamando a pelve e mantendo os focos de endometriose inativos. “A gravidez pode acontecer de forma natural, mas quando isso não acontece, é possível engravidar com ajuda especializada, recorrendo a técnica de Fertilização in Vitro, por exemplo”, ressalta.
Ajuda especializada para engravidar
Quando a endometriose causa infertilidade, as técnicas de reprodução assistida podem ser indicadas para possibilitar a concepção. “A indicação do tratamento reprodutivo é muito individualizada e depende da gravidade da endometriose, da condição de saúde da paciente e da sua reserva ovariana”, esclarece Sofia Andrade. “Em casos muito sintomáticos, pode ser necessário o tratamento cirúrgico para remoção das lesões endometriais antes de iniciar um tratamento para engravidar”, acrescenta.
A infertilidade decorrente da endometriose pode ser tratada com a inseminação artificial, quando as tubas uterinas estão pérvias, ou com técnica de alta complexidade para engravidar, como a Fertilização in Vitro (FIV), quando as tubas já estão comprometidas ou existe algum outro fator que favoreça a indicação desse tipo de tratamento, como idade mais avançada da mulher, baixa reserva ovariana, fatores masculinos associados.
Endometriose: sintomas e prevenção
Cólica menstrual intensa, dores pélvicas, dor durante a relação sexual e infertilidade estão entre os principais sintomas e sinais da doença.
A endometriose, doença inflamatória e crônica, é caracterizada pela presença de endométrio (tecido que reveste o útero internamente e que é renovado mensalmente pela menstruação) em locais indevidos, ou seja, fora do útero. Quando não ocorre a gestação e a mulher menstrua, uma parte do endométrio pode ser eliminado de modo retrógrado junto com o sangue menstrual, podendo migrar através das trompas para órgãos como o ovário, intestino, apêndice e bexiga.
Embora suas causas não sejam totalmente conhecidas, a doença tem associação com a produção de estrogênio e com fatores genéticos (histórico familiar) também.
“Praticar atividade física regular, ter uma alimentação saudável com baixo consumo de açúcares e gorduras, controlar o estresse, ter acompanhamento regular com o ginecologista e realizar os exames preventivos de rotina são medidas que podem ajudar a reduzir os sintomas da endometriose e também a favorecer um diagnóstico e tratamento precoces”, finaliza Sofia Andrade.
Sobre a Huntington Cenafert
Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.
Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida.
O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples – solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.
A Huntington Cenafert integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.
Mais informações no site https://cenafert.com.br
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