

O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil) criticou, nesta quinta-feira (12), a falta de pagamento dos médicos que atuam na Maternidade de Camaçari, situação que tem comprometido o atendimento à população do município e de cidades próximas. Desde o último dia 9, os profissionais reduziram os atendimentos eletivos, especialmente casos classificados como fichas verdes e azuis, em mobilização para cobrar os pagamentos em atraso.
Para Manuel Rocha, a situação é grave e não pode ser tratada com naturalidade pelo poder público. “É inadmissível que médicos precisem reduzir atendimentos porque não estão recebendo seus honorários. Estamos falando de uma maternidade que atende gestantes, recém-nascidos e famílias inteiras que dependem exclusivamente do SUS. A falta de pagamento compromete o funcionamento da unidade e coloca em risco a assistência à população”, afirmou o deputado.
Rocha cobrou do governo do estado uma solução para o problema. “Os profissionais estão pedindo socorro por conta desses atrasos no pagamento, além das escalas incompletas, o que acaba sobrecarregando aqueles que estão no plantão e precisam dobrar muitas vezes para manter o atendimento. Essa situação é grave e precisa de uma resposta”, disse.
A maternidade atende a cerca de nove município, além de pacientes regulados. “Esse atraso compromete a assistência à população. O governo precisa resolver isso e a Prefeitura de Camaçari também deve se mobilizar. O governo e a prefeitura, ambos comandados pelo PT, sempre falam em parceria e cuidar de gente. Mas onde está essa parceria que não resolve esse problema que pode comprometer o atendimento à população?”, questionou.
Rocha destacou que os profissionais de saúde precisam ser valorizados e que o atraso nos repasses demonstra desorganização administrativa. “Os médicos estão no direito de cobrar aquilo que é devido. Ninguém pode exigir compromisso e dedicação de profissionais que não recebem pelo trabalho prestado. O governo e os responsáveis pela gestão da unidade precisam resolver essa situação imediatamente”, pontuou.
O parlamentar ressaltou ainda que a população de Camaçari não pode ser penalizada por problemas administrativos. “Quem mais sofre é o cidadão. São mães que chegam para atendimento, crianças que precisam de assistência e famílias que dependem daquele serviço. A saúde pública já enfrenta inúmeros desafios e não pode ser agravada por falta de planejamento financeiro e atraso de pagamento”, declarou.
Foto: Ascom ALBA/ Agência ALBA



