

O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, criticou os governos do PT e responsabilizou as gestões federal e estadual pela crise enfrentada pelos produtores de cacau no Sul da Bahia. Segundo ele, a falta de políticas públicas e a manutenção das regras de importação têm agravado a situação do setor.
Roma afirmou que a desvalorização do produto, somada à concorrência externa e à ausência de medidas emergenciais, tem impactado diretamente a economia regional e colocado em risco empregos no interior do estado.
“O produtor de cacau da Bahia contribuiu com a economia brasileira por décadas, gerando emprego, renda e abrindo portas para o agronegócio da nossa região. Hoje, esses homens e mulheres enfrentam um quadro de desvalorização de seus produtos, concorrência externa predatória e completa falta de políticas públicas que defendam o cacau nacional”, afirmou.
O ex-ministro destacou ainda que os efeitos da crise atingem toda a cadeia produtiva, do campo às cidades.
“Quando o preço do cacau cai, o impacto em cadeia se espalha: os trabalhadores rurais perdem renda, o pequeno comércio é afetado e famílias inteiras ficam em risco. É uma crise social, econômica e humana que precisa de respostas imediatas”, disse.
Roma cobrou ações concretas e criticou o que chamou de inércia dos governos petistas diante da situação.
“Não é com discurso que se resolve a vida do produtor baiano. É com ação. Precisamos de políticas que deem segurança, previsibilidade e proteção ao cacau nacional. O que não dá é para o governo fechar os olhos”, disparou.
Por fim, ele defendeu maior prioridade ao setor cacaueiro na Bahia.
“A Bahia tem um papel fundamental na produção de cacau e merece ser tratada com respeito, prioridade e seriedade. Não podemos aceitar que a nossa produção seja prejudicada pela falta de políticas adequadas, por importações mal reguladas e por uma agenda que ignora o impacto social dessa crise”.
Foto: TV Band/YouTube/Reprodução



