

O Rio Grande do Sul consolidou um avanço significativo em sua infraestrutura industrial com a assinatura de novos contratos portuários voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva da celulose. O acordo marca uma nova fase de investimentos bilionários no estado, impulsionando o chamado Projeto Natureza.
Como parte da estratégia logística, um terreno no Porto de Rio Grande foi concedido para a construção de um terminal privativo pela empresa chilena CMPC. A estrutura será utilizada para agilizar a exportação de celulose, ampliando a eficiência no escoamento da produção para o mercado internacional.
O planejamento também inclui a encomenda de novas embarcações, que deverão atender ao aumento no volume de cargas previsto para os próximos anos. A medida busca garantir regularidade no transporte e evitar gargalos logísticos.
O investimento total estimado é de R$ 24 bilhões, colocando o Rio Grande do Sul entre os principais destinos de aportes industriais no país. A maior parte dos recursos será destinada à construção de uma nova fábrica de celulose no município de Barra do Ribeiro, considerada um dos pilares do projeto.
Conforme o diretor Antonio Lacerda, as obras do porto devem terminar no primeiro semestre de 2029. O executivo garantiu que tudo está dentro do cronograma para o início operacional imediato da nova planta. A fábrica focará no processamento de eucalipto para atingir milhões de toneladas por ano. Apesar do otimismo, a empresa aguarda a emissão das licenças ambientais definitivas para avançar totalmente com as obras necessárias.
Enquanto isso, a garantia de madeira para o início dos trabalhos já está assegurada por plantios próprios. Essa estratégia reduz riscos e demonstra o preparo da CMPC para esta nova fase industrial no estado. A expectativa de criar milhares de postos de trabalho mobiliza entidades regionais de ensino. A CMPC mapeou as habilidades necessárias e busca formar profissionais qualificados para operar a sua futura planta industrial moderna. Lacerda comenta que é um grande desafio, e a tendência é ficar mais complexo. A cidade terá uma economia totalmente renovada agora.
(Agência Correio)
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