terça, 27 de janeiro de 2026
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ALIMENTAÇÃO NA PRAIA: O QUE ENTRA E O QUE FICA FORA DO CARDÁPIO

João Paulo - 27/01/2026 15:00 - Atualizado 27/01/2026

Céu azul e muito calor. Temperaturas tão elevadas, que superaram recordes de décadas, têm sido a marca do verão de 2026 e um convite para se refrescar à beira-mar. Mas a exposição ao sol forte exige cuidados especiais com a pele e o que comer.

“A alimentação na praia não precisa ser complexa. Deve ser leve, segura e hidratante. Escolhas inadequadas podem provocar desde um simples desconforto gastrointestinal até quadros de intoxicação alimentar e desidratação. Um dos principais riscos é o consumo de alimentos mal armazenados ou expostos ao calor por muito tempo. Esse descuido favorece a proliferação de bactérias e, junto com refeições pesadas e gordurosas — que dificultam a digestão —, pode causar mal-estar e outros riscos à saúde”, alerta o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, fellow da The Obesity Society – TOS (EUA) e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Com planejamento e escolhas conscientes, é possível aproveitar o lazer com mais saúde, disposição e sem imprevistos. Confira as dicas do especialista:

Higienização – Lave bem as mãos ou use álcool em gel antes de comer.

Conservação – Utilize bolsa térmica com gelo ou placas congeladas para manter os alimentos resfriados por mais tempo durante a exposição ao sol. Quanto maior o calor, menor a segurança.

Na cestinha da praia – Prefira alimentos leves, frescos, bem acondicionados e de preparo simples. Faça a escolha certa na hora de montar seu “piquenique” caseiro. Frutas inteiras e com casca – cuidado com as cítricas, pois podem causar queimaduras e manchas na pele -, lanches simples e oleaginosas são as melhores opções no lugar de comidas gordurosas ou com molhos, que estragam facilmente. Alimentos industrializados precisam estar embalados e dentro da validade.

Intoxicação alimentar – As ofertas gastronômicas na praia são muitas e tentadoras, mas é importante atenção aos riscos de alimentos preparados em ambientes externos, mal refrigerados e sem embalagem adequada, pois favorecem a proliferação de bactérias. Fique de olho na aparência e no odor.

Desidratação – O calor aumenta a perda de líquidos e eletrólitos, por isso a hidratação deve ser prioridade. Alimentos com excesso de sal e açúcar podem levar o organismo a se desidratar mais rapidamente. Água natural, de preferência, mesmo antes da sede aparecer, ou água de coco, especialmente para crianças e pessoas idosas, são as melhores alternativas.

Desconfortos gastrointestinais – Comidas gordurosas, condimentadas ou pesadas dificultam a digestão, o que pode se agravar nos dias de calor. Tente não consumir.

De olho nas crianças – Elas desidratam mais rápido e nem sempre conseguem expressar desconfortos iniciais, como enjoo, dor abdominal, diarreia ou prostração. Procure manter os horários regulares de alimentação, pois isso ajuda a prevenir problemas. Evite alimentos comprados de ambulantes sem condições visíveis de higiene.

O que evitar

  • Alimentos que derretem, azedam ou estragam facilmente
  • Maionese, molhos e recheios cremosos
  • Carnes cruas ou mal conservadas
  • Frituras e alimentos muito gordurosos
  • Doces com creme ou chocolate expostos ao calor
  • Bebidas alcoólicas em excesso, pois aumentam a desidratação

 

Imagem Freepik

 

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