

Uma pesquisa eleitoral falsa sobre as eleições deste ano na Bahia, que circula nas redes sociais, motivou uma ação judicial contra o líder do governo Lula no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA). O partido União Brasil protocolou uma representação eleitoral acusando o parlamentar de divulgar informações baseadas no levantamento irregular.
De acordo com a ação, Wagner teria mencionado os números da suposta pesquisa durante uma entrevista concedida na quarta-feira (21) a uma emissora de rádio de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Na entrevista, o senador atribuiu ao instituto AtlasIntel um levantamento que indicaria uma possível vitória de Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia em 2026. “A AtlasIntel fez uma pesquisa, deve ser recente, agora dessa semana, dando as possibilidades de Jerônimo também ganhar a eleição de 2026 com 54%. De qualquer forma, eu tenho sempre muita humildade, muita paciência e calma. Pesquisa é uma fotografia do momento”, afirmou Wagner.
Segundo o União Brasil, em consulta feita no Sistema de Pesquisas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada nesta quinta-feira (22), não foi encontrada nenhuma pesquisa registrada neste ano. Além disso, apontou o partido, o chefe de Risco Político do Atlas Intel, Yuri Tavares, confirmou que o instituto não lançou qualquer pesquisa de intenções de votos para o Governo da Bahia.
O partido também mencionou a repercussão da informação em vários portais de notícias. “Deixando clarividente o propósito do demandado em querer incutir na opinião pública, bem como para a população, com base numa informação não verdadeira, a ideia de que o governador Jerônimo Rodrigues estaria na frente quanto à disputa para o governo baiano”, informou no documento da ação.
A representação também pediu que providências legais sejam tomadas e destacou os artigos 17 e 18 da Lei 9.504/1997, que estabelece multa de R$ 53 mil a R$ 106 mil para a divulgação de pesquisa sem prévio registro e detenção, além da multa, em caso de divulgação de levantamento fraudulento.(Correio)
Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado