terça, 20 de janeiro de 2026
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER SEGUE ALARMANTE NO ESTADO DA BAHIA

VICTOR OLIVEIRA - 20/01/2026 18:00

Enquanto o Brasil registra a média de quatro mulheres assassinadas por dia, a Bahia segue enfrentando um cenário preocupante de violência letal contra o público feminino. Mesmo com políticas de enfrentamento e ações de segurança pública, os números reforçam que o feminicídio continua sendo uma realidade grave no estado.

Levantamentos mais recentes indicam que a Bahia mantém um histórico elevado de mortes violentas de mulheres motivadas por questões de gênero. Nos últimos anos, o estado registrou uma média de uma mulher assassinada a cada três dias, colocando a Bahia entre as unidades da federação que mais demandam atenção no combate ao feminicídio.

Em grande parte dos casos, os crimes ocorrem dentro da própria residência da vítima, e os principais suspeitos são companheiros ou ex-companheiros, o que evidencia a violência doméstica como um dos principais fatores de risco. Armas brancas, como facas e objetos cortantes, aparecem com frequência como o meio utilizado, seguidas por armas de fogo.

Apesar de oscilações nos registros e pequenas reduções pontuais em alguns períodos, especialistas alertam que os dados não representam uma mudança estrutural no problema. Para organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres, o número de assassinatos segue incompatível com a existência de legislações específicas, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio.

Autoridades estaduais afirmam que medidas vêm sendo adotadas para ampliar a rede de proteção, como o fortalecimento das delegacias especializadas, a ampliação de medidas protetivas e ações de prevenção. Ainda assim, movimentos sociais e entidades civis defendem que é necessário avançar em políticas públicas integradas, que envolvam educação, assistência social, saúde e segurança pública.

O cenário do ano passado reforça a urgência de ações mais eficazes para conter a violência de gênero na Bahia. Para especialistas, o enfrentamento ao feminicídio passa não apenas pela repressão criminal, mas também por mudanças culturais e pelo fortalecimento da proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Foto: Reprodução

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