

Um dos espaços com agenda cultural mais intensa de Salvador, com programação semanal ao longo do ano, o Teatro Gamboa dá início às atividades em 2026 a partir desta sexta-feira (16). A performance “O Que Há no Abismo” abre a exposição homônima nesta sexta-feira (16), a partir das 18h, reunindo dança e música com os artistas Lila Cairo — responsável pela mostra —, Angela Velloso e Jorge Solovera. “O Que Há no Abismo”, que segue em cartaz até março, propõe um gesto político: trazer o sofrimento psicológico a um lugar de humanidade. Através de desenhos em nanquim, pinturas em técnicas mistas, esculturas e poemas, a artista convida o público a refletir sobre a experiência complexa de estar no mundo enquanto ser sensível. R$10/R$20 para assistir presencialmente, R$20 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa.
Sábado (17), às 17h, Lincoln Aguiar e Carlos Barros se encontram para celebrar as composições de uma geração recente da música brasileira que vem produzindo canções e desconstruindo padrões. No show “Um quadro com moléculas de oxigênio…”, Carlos e Lincoln passeiam especialmente pelo universo dos compositores nordestinos, com uma banda formada ainda por Sandro Andrade (teclados) e Nelson Pena (Percussão). R$25/R$50 para o presencial, R$40 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa.
A cantora e atriz Marta Leão é atração do domingo (18), às 17h, com o espetáculo “Show Do Coração”, uma apresentação criada para celebrar a música como gesto de afeto, reflexão e esperança. No repertório, Marta apresenta canções que traduzem sua entrega artística e sua visão humanista. “Sangrando”, de Gonzaguinha, simboliza “a oferta da própria voz ao público”, explica, enquanto o clássico “Imagine”, de John Lennon, reafirma o sonho da artista por um mundo sem fronteiras, discriminações e injustiças, e “O Seu Olhar” revela a potência transformadora de um gesto humano. O repertório traz ainda músicas de Caetano Veloso, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e Gilberto Gil. R$10/R$20 para o presencial, R$15 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa.
Na segunda-feira (19) também tem programação. Neste dia acontece a Oficina de Samba (Samba de terreiro e de roda) promovida pelo projeto “Diálogo de Corpos Ancestrais”. A atividade propõe o aprendizado dos fundamentos rítmicos e das técnicas tradicionais do samba, a partir de uma abordagem prática, coletiva e acessível. Ela será conduzida por Márcia Andrade, com valor de R$40, entre 18h e 20h30. Inscrições através do maproducoesmarciaandrade@hotmail.com.
Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição do vídeo da campanha “Fica Gamboa”. Após cada espetáculo, o público tem um momento de interação com os artistas no PapoGamboa.
Campanha Fica Gamboa – Uma campanha pode ajudar na manutenção de um dos equipamentos culturais mais importantes de Salvador. A casa onde funciona o Teatro Gamboa, que há 51 anos é palco de artistas consagrados e iniciantes na cena artística da cidade, foi posta à venda, com a prioridade da compra para a Associação Teatro Gamboa, uma organização sem fins lucrativos, composta exclusivamente por artistas, produtores culturais e técnicos, que gerencia o espaço.
As doações podem ser feitas através do link https://www.catarse.me/ficagamboa. O objetivo é arrecadar R$500 mil para a compra do imóvel e para realizar reformas. O Gamboa oferece pauta gratuita para artistas, apoio técnico, assessoria de imprensa, criação gráfica e o total da bilheteria revertida para as produções, iniciativa possível porque desde 2009 recebe o apoio da Secretaria de Cultura do Estado, através do Edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, suporte fundamental para a permanência das atividades do teatro a partir do investimento em sua manutenção, estrutura física e equipe técnica.
Em 2026 o Teatro Gamboa completa 52 anos e, desde o início das suas atividades, é reconhecido por ser um espaço democrático que investe tanto em artistas renomados quanto em novos nomes da cena cultural do estado. Foi o primeiro palco de cantoras que, mais tarde, se tornaram nacionalmente conhecidas, como Zizi Possi e Luedji Luna.



