

A CVC (CVCB3) volta a figurar entre as ações mais “esticadas” do Ibovespa à luz do Índice de Força Relativa (IFR). A leitura mais recente posiciona o indicador em 79,48 pontos, nível clássico de sobrecompra, indicando que, após uma sequência robusta de altas, o papel pode se aproximar de um ajuste técnico. No acumulado de 2025, a companhia registrou alta de 56,52, enquanto, nos últimos 12 meses, sobe 57,50%.
Já a C&A (CEAB3) aparece no extremo oposto, entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 30,61 pontos, patamar característico de sobrevenda. Esse cenário pode apontar uma possível assimetria para investidores, embora seja fundamental acompanhar atentamente a dinâmica do papel e os catalisadores capazes de sustentar uma reação mais consistente. Em 2025, a ação acumulou ganho de 70,72%, ao passo que, no horizonte de 12 meses, a valorização chega a 45,43.
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.
Em termos práticos, isso indica que a CVC pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que C&A enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: Usiminas (USIM5), Embraer (EMBJ3), Vale (VALE3) e Prio (PRIO3). Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Minerva (BEEF3), Cosan (CSAN3), Assaí (ASAI3) e Taesa (TAEE11), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.
Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz