
Uma força-tarefa composta por órgãos estaduais e federais realizou, na manhã desta quinta-feira (8), uma operação de fiscalização em Salvador para combater a venda de bebidas alcoólicas adulteradas, falsificadas ou impróprias para o consumo. A ação concentrou esforços em pontos estratégicos próximos aos circuitos das principais festas populares da capital, como a Lavagem do Bonfim.
A iniciativa ganhou reforço após a confirmação de sete casos de intoxicação por metanol no município de Ribeira do Pombal, no interior da Bahia. Diante da gravidade das ocorrências, equipes da Polícia Civil, do Procon/BA, do Departamento de Polícia Técnica (DPT), de órgãos municipais e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) intensificaram as fiscalizações.
O primeiro estabelecimento vistoriado fica na Cidade Baixa, escolhido por estar próximo ao percurso da Lavagem do Bonfim, que acontece na próxima quinta-feira (15). No local, os agentes apreenderam bebidas alcoólicas, energéticos e refrigerantes vencidos, além de produtos sem procedência comprovada ou sem registro junto ao Ministério da Agricultura. Todo o material irregular foi descartado.
De acordo com o diretor de Fiscalização do Procon/BA, Iratan Vilas Boas, a ação integrada tem como objetivo proteger o consumidor e impedir a circulação de produtos irregulares. “Estamos atuando em depósitos e pontos de venda para retirar mercadorias impróprias do mercado e combater a falsificação”, afirmou.
Em outro estabelecimento fiscalizado, localizado no bairro da Ribeira, os agentes encontraram bebidas dentro do prazo de validade, porém consideradas inadequadas para consumo devido à presença de ferrugem nas embalagens, o que representa risco de contaminação.
As fiscalizações fazem parte de um conjunto de ações iniciadas no ano passado e ampliadas após registros de intoxicações graves na Bahia e em São Paulo. Em Ribeira do Pombal, exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol no organismo de sete pessoas que consumiram bebidas adulteradas.
A perita criminal do DPT, Sarah Borges, ressaltou que o trabalho tem caráter preventivo e repressivo. Segundo ela, a coleta de amostras para análise laboratorial é essencial para identificar adulterações e garantir a segurança da população. “Esse trabalho é ainda mais importante em períodos de grandes eventos, como a Lavagem do Bonfim, o Festival de Verão e o Carnaval”, destacou.
A operação segue as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor e de outras normas sanitárias, reafirmando o compromisso das instituições envolvidas com a proteção da saúde pública e dos direitos dos consumidores.



