quarta, 07 de janeiro de 2026
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DOW JONES FUTURO RECUA APÓS RECORDE COM CAPTURA DO LÍDER VENEZUELANO PELOS EUA

João Paulo - 06/01/2026 07:20 - Atualizado 06/01/2026

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (6), após uma forte alta na sessão anterior, com os investidores ignorando em grande parte as preocupações geopolíticas ligadas à Venezuela e se concentrando, em vez disso, no potencial de crescimento econômico para as empresas americanas.

Na segunda-feira, o Dow Jones registrou novo recorde de fechamento, quando subiu quase 600 pontos, ou cerca de 1,2%. O S&P 500 avançou 0,6%, enquanto o Nasdaq Composite teve alta quase 0,7%.

O movimento positivo ocorreu após os Estados Unidos capturarem e deporem o líder venezuelano Nicolás Maduro no fim de semana. Além disso, declarações do presidente americano, Donald Trump, incentivando grandes investimentos de petroleiras dos EUA ajudaram a sustentar o apetite por risco nos mercados.

Estados Unidos

A Reuters informou que Trump se reunirá com executivos do setor petrolífero americano esta semana para discutir o aumento da produção de petróleo bruto venezuelano, mas analistas afirmam que aumentos significativos na capacidade produtiva ainda levarão anos para serem concretizados.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro: -0,15%
  • S&P 500 Futuro: -0,11%
  • Nasdaq Futuro: -0,10%

Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com o Japão atingindo recordes históricos, enquanto a Coreia do Sul e a Austrália registraram quedas. Investidores avaliavam os riscos geopolíticos após o ataque dos EUA à Venezuela e a captura do ex-líder Nicolás Maduro.

As ações de empresas do setor de defesa avançaram nos mercados asiáticos nesta sessão. Na Coreia do Sul, os papéis da Korea Aerospace Industries chegaram a subir 11% ao longo do pregão, mas reduziram os ganhos e encerraram com alta superior a 9%. Já a Poongsan saltou mais de 8%, enquanto a Hanwha Aerospace avançou 0,99%.

No Japão, as ações da IHI subiram 3,66%, acompanhando o movimento positivo do setor, que inclui grupos como a Kawasaki Heavy Industries, diante do aumento do interesse por empresas ligadas à defesa. Entre os índices, o Nikkei 225, principal indicador da Bolsa de Tóquio, avançou 1,32%, aos 52.518,08 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,52%, para 4.525,48 pontos. Shanghai SE (China), +1,50%

  • Nikkei (Japão): +1,32%
  • Hang Seng Index (Hong Kong): +1,38%
  • Nifty 50 (Índia): -0,31%
  • ASX 200 (Austrália): -0,52%

Europa

Os mercados europeus operam em alta, com os investidores acompanhando os desdobramentos geopolíticos após a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Os movimentos do mercado sugerem que os investidores estão deixando de lado os receios de conflitos geopolíticos de maior escala e mantêm a confiança em ativos de risco.

  • STOXX 600: +0,23%
  • DAX (Alemanha): -0,10%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,57%
  • CAC 40 (França): -0,25%
  • FTSE MIB (Itália): +0,51%

Commodities

Os preços do petróleo caíram após alta de mais de 1% na véspera, enquanto os investidores avaliavam as perspectivas para a Venezuela, e as preocupações com um excesso de oferta global persistiam. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, ampliando os ganhos da sessão anterior, com atenções voltadas para demanda da China, o maior consumidor do setor.

  • Petróleo WTI, -0,72%, a US$ 57,90 o barril
  • Petróleo Brent, -0,63%, a US$ 61,37 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,69%, a 801,00 iuanes (US$ 114,61)

Bitcoin

  • Bitcoin (BTC), -1,15%, a US$ 93.205,60 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

(Com Reuters e Bloomberg)

(Foto: Bloomberg)

 

 

 

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