

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofrerá uma nova derrota no Congresso Nacional caso vete o Projeto de Lei da Dosimetria. A declaração foi feita com exclusividade ao bahia.ba.
Segundo o parlamentar, a proposta não representa a solução ideal, mas é o acordo possível até a eventual aprovação de uma anistia. “A dosimetria é um remédio amargo, mas é o que temos nesse momento. Foi o acordo que nós conseguimos fazer com os partidos, principalmente do centrão, para liberar essas pessoas que estão sendo perseguidas em processos injustos. A minha impressão é que ele [Lula] vai de fato vetar a dosimetria, mas isso vai pesar contra o governo, porque ele vai sofrer mais uma derrota”, afirmou.
Capitão Alden disse ainda que, após eventual veto presidencial, a Câmara dos Deputados deverá se mobilizar para derrubá-lo. Para o deputado, tanto o veto quanto a reação do Legislativo são cenários previsíveis.
O parlamentar também acusou o presidente de adotar práticas que considera antidemocráticas, como recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter decisões do Congresso. “Mais uma vez vai ter que usar do STF para defender os interesses do Governo Federal. Ele fala tanto em soberania, mas não consegue respeitar a decisão do parlamento”, declarou. “Se ele diz que é democrático ele deveria respeitar o parlamento, e não ficar recorrendo o tempo inteiro ao STF, para resolver qualquer tipo de perda que sofreu. O próprio governo tem provocado a ruptura do poder”, completou.
Ao comentar o PL da Dosimetria, Alden afirmou que o texto teria sido elaborado com participação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e avaliou que seria incoerente uma eventual interferência contrária à proposta. “Seria muito estranho ele ir contra o próprio parecer dele, como tinha afirmado o Paulinho da Força [deputado do Solidariedade que relatou a proposta na Câmara]”.
Apesar disso, o deputado declarou que o país estaria “refém” do ministro e que eventuais contrariedades a Moraes poderiam resultar em consequências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Foto: Reprodução/Assessoria



