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INVESTIMENTO EM ENERGIA LIMPA EVITA ÊXODO RURAL E IMPULSIONA DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NA BAHIA

LUIZA SANTOS - 25/03/2025 15:51 - Atualizado 25/03/2025

De uma ponta a outra da Bahia, os investimentos em energias renováveis têm ido além de um forte incentivo à transição energética e produção de energia limpa. As 441 usinas eólicas e solares já geraram 167 mil postos de trabalho e tem transformado a vida de milhares de baianos que puderam retornar aos seus lares, no interior do Estado, com um emprego formal e renda digna. E mais do que isso, viram de perto o crescimento dos seus municípios com ações voltadas para a educação, saúde, desenvolvimento rural e cultura. Estima-se que, até 2030, a geração de emprego dobre e chegue a 822 mil novas oportunidades com a construção de mais empreendimentos como estes.

A equipe de reportagem da Secretaria de Comunicação Social do Governo da Bahia (Secom) percorreu quase dois mil quilômetros em busca de histórias reais e desafiadoras. Oeste, Sudoeste e Chapada Diamantina foram as regiões escolhidas, locais que possuem alguns dos maiores parques de energia limpa do estado.

A primeira parada foi em Bom Jesus da Lapa, distante 796 km da capital. A cidade, que atrai turistas de todo o mundo por sua forte tradição religiosa, é sede do maior parque solar do país: o Complexo Solar da Lapa, empreendimento da CGN Brazil Energy. Construído em 2016, a unidade abriga dois parques com 500 mil painéis solares instalados. O equipamento gerou mais de 1.200 empregos diretos e indiretos, sendo 44% de mão de obra local.

Grande oportunidade para o técnico em manutenção Marcus Vinícius Amorim de Castro, 39, que viu no empreendimento a chance de voltar para a sua cidade. “Deixei Bom Jesus no ano 2000 e mudei para Salvador para estudar e trabalhar. Precisei retornar para a minha cidade porque não tive oportunidades lá. Iniciei um negócio próprio e precisei fechar porque fali. Já estava desesperado. Lembro que minha mãe me contou sobre a vaga em 2017. Como eu já tinha o curso, me candidatei. Na época, existia um boom de empresas de energia renovável no Brasil. Ali percebi que havia oportunidade para todos, sem distinção de raça, cor ou classe social”, contou.

Além de ter sido o primeiro emprego com carteira assinada, a empresa também garantiu ticket refeição, plano de saúde, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e transporte. “Graças ao Governo do Estado, que abriu as portas para essas empresas, posso externar o quanto a minha vida mudou. Antes os recursos ficavam mais na capital e no Recôncavo, agora, estão espalhados por diversas cidades do interior. Temos agora um emprego de qualidade”, acrescentou o colaborador da CGN Brazil Energy.

Foto: Matheus Landim/GOVBA

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