sábado, 20 de julho de 2024
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ACM NETO DIZ QUE JERÔNIMO É “NEGACIONISTA NO QUE SE REFERE À VIOLÊNCIA”

Victoria Isabel - 04/06/2024 12:58 - Atualizado 04/06/2024

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, afirmou que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), é “negacionista no que se refere à violência” ao comentar sobre a guerra do tráfico e tiroteios no estado e seu reflexo nos números da educação e da segurança pública.

“Nunca os baixíssimos índices de educação estiveram tão relacionados com os altíssimos índices de violência como estão hoje no estado da Bahia. A gente pode ver aqui o exemplo da cidade de Salvador. Mais de 22 escolas somente da rede municipal já foram obrigadas a fechar as portas por falta de segurança. Isso prejudicou a vida de mais de sete mil alunos,” afirmou ACM Neto.

Neto citou como exemplo a comunidade de Vila Verde, onde uma escola municipal ficou fechada por mais de quinze dias em maio devido à falta de segurança. “Os professores e funcionários não tiveram condições de acolher os alunos por conta da falta mínima de segurança pública nessa comunidade,” destacou. Ele também apontou que essa situação não se restringe à capital, mas se espalha pelo interior do estado.

“A Bahia ocupa o segundo pior lugar em nota no IDEB do Brasil. Por outro lado, nós somos o estado com o maior número de homicídios de todo esse país. Nós esperávamos que a lógica fosse inversa, que a Bahia liderasse pelos bons exemplos da educação e pelos baixíssimos índices de violência, mas é o contrário o que acontece,” disse.

“Infelizmente um governo estadual que vira as costas para a educação, um governador que defende a aprovação automática dos alunos, que não está preocupado se os alunos têm as mínimas condições de frequentar as escolas por conta da segurança pública, também é negacionista no que se refere à violência. É como se não acontecesse em território baiano, ou como se ele não tivesse responsabilidade pelos fatos,” criticou.

“A responsabilidade, governador Jerônimo Rodrigues, é sua, que já passou da hora de cuidar da vida dos baianos, de dar outra atenção e proteção à vida das pessoas, principalmente dos nossos jovens, que são vítimas das balas perdidas, do tiroteio e das facções criminosas nas comunidades, e vítimas também de uma educação que não prioriza o futuro dos nossos alunos,” concluiu.

(A Tarde)
Foto: reprodução

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