domingo, 16 de junho de 2024
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VP DA ACELEN PROJETA CONSTRUÇÃO DE BIORREFINARIA NA BAHIA EM ATÉ 3 ANOS

Hugo Leite - 28/05/2024 19:00 - Atualizado 29/05/2024

Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Acelen, falou com exclusividade ao Site do Bahia Econômica sobre os projetos da empresa relativos à energia renovável e revelou informações acerca da implantação de uma biorrefinaria na Bahia, durante o Bahia Oil & Gas Energy 2024, evento que aconteceu no Centro de Convenções, em Salvador, entre os dias 22 e 24 de maio.

O executivo revelou o prazo esperado para a instalação da nova unidade industrial no estado. “Será construída a biorrefinaria ao lado da refinaria de Mataripe para a produção de mais de um bilhão de litros por ano de SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e Diesel Renovável. A previsão que esteja em operação entre o final de 2026 e o começo de 2027”, disse.

De acordo com o dirigente, as iniciativas energéticas da empresa envolvem uma produção significativa de combustível. “O projeto de renováveis prevê o plantio de macaúba em uma área de 200 mil hectares, na Bahia e em Minas Gerais, e renderá o equivalente a 20 mil barris de diesel renovável, o que dá para abastecer uma frota de mais de 1 milhão de veículos”, explicou.

Marcelo destacou a abrangência da matéria-prima escolhida. “A macaúba é uma palmeira brasileira, que pode ser utilizada até no semiárido com a tecnologia adequada. A escolha dela se deve ao fato dela ter uma produção de óleo vegetal sete vezes maior do que a da soja. A casca consegue ser usada como insumo na indústria, nos fertilizantes, bem como no processo de captura de carbono e devolução ao solo. É uma planta que estimula diversas cadeias produtivas do biocombustível”, e acrescentou que a macaúba pode ser aproveitada para produção de farinha, destinada a alimentação humana e animal, bem como no setor de cosméticos.

Ele, também, comentou a respeito do aporte feito pela Acelen e os seus impactos na economia. “O investimento será de 13 bilhões de reais, mas o impacto econômico, em 10 anos, é de 86 bilhões de reais. Serão destinados 40 mil hectares à agricultura familiar. Essas famílias produzirão macaúba e nós iremos ajudar com tecnologia em terras degradadas. Serão gerados 90 mil empregos, da agricultura até a indústria, na cadeia produtiva, nesse ciclo de 10 anos”.

“A Bahia tem a oportunidade de ser a protagonista na transição energética brasileira. Já existem investimentos significativos em energia eólica e solar; há um projeto robusto de produção de etanol, a partir de milho no oeste do estado; tem nossa futura produção de SAF e diesel renovável; a Byd está chegando; e há o hidrogênio verde na pauta. O que se precisa é criar condições fundiárias e regulatórias que permitam que o investimento chegue. Assim, a Bahia estará na liderança do setor de biocombustível”, arremata, o vice-presidente da Acelen, sobre o horizonte do estado na diversificação da matriz energética.

Foto: Caíque Rosado/Bahia Ecônomica.

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