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EXPORTAÇÕES NO NORDESTE DESPENCAM EM 7 ESTADOS; ENTENDA O PORQUÊ

Matheus Souza - 24/05/2024 17:00 - Atualizado 24/05/2024

As exportações do Nordeste tiveram queda em abril deste ano comparado ao mesmo mês de 2023, com desaceleração em sete estados, consolidando a má fase da região no comércio exterior. Isso ocorre em meio a um ciclo conturbado na economia mundial que está sendo marcada por guerras, inflação resistente nos Estados Unidos, altíssimos juros nos países desenvolvidos e uma crise persistente e profunda na Argentina.

Ao todo, as exportações do Nordeste, no mês passado, chegaram a US$ 1,7 bilhão – diminuição de 8,7% na comparação anual – e o déficit na balança comercial nordestina atingiu US$ 735 milhões. Os números são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Esses dados estão na contramão do país, ja que, em abril, os embarques do Brasil totalizaram US$ 30,9 bilhões, alta de 14,1% no compartativo anual. No primeiro quadrimestre, o país bateu record em relação aos anos anteriores, cravando US$ 108 bilhões.

PE, CE e BA tiveram papel decisivo no recuo das exportações

Os três estados nordestinos mais ricos e que lideram as exportações do Nordeste – Bahia, Ceará e Pernambuco – deram uma contribuição importante para o resultado regional. As empresas pernambucanas registraram o maior recuo nesse grupo, de 21%. As companhias cearenses tiveram retração de 17,4%.

Na Bahia, a redução foi bem menos acentuada, 1,2%, mas dá continuidade a uma curva descrescente que vem se mantendo desde o ano passado, com alguns períodos isolados de recuperação.

Em Alagoas, a oscilação negativa no comparativo anual foi de 6,7%. Na Paraíba, a federação estadual das indústrias informa uma baque de 30,1% no primeiro trimestre de 2024, comparado ao mesmo período de 2023. Em Sergipe, o setor fabril reporta uma diminuição na receite de exportação de 10% em abril comparado ao mês anterior.

No Piauí, houve reação na passagem de março para abril, com crescimento de 65,5%, mas o resultado em relação ao mesmo mês do ano passado é negativo (37,2%), o que equivale a um tombo superior a 1/3 sobre o faturamento total dos embarques. Os dados do Maranhão não foram divulgados.

Petróleo, celulose e soja em baixa na Bahia

Na Bahia, petróleo, celulose e soja foram os maiores responsáveis pelo declínio das exportações em abril.

Em um ano, esses produtos tiveram um aumento de preços de 21% no comércio exterior, o que não foi o suficiente para compensar o tombo nos volumes destinados ao mercado internacional pelas empresas baianas. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI).

Segundo a autarquia, o panorama, no primeiro quadrimestre (US$ 3,337 bilhões), é de estabilidade na receita, com um recuo discreto (0,2%) sobre janeiro a abril do ano passado.

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