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ARMANDO AVENA – O BRASIL E AS MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO

Redação - 22/02/2024 08:42 - Atualizado 22/02/2024

O FMI – Fundo Monetário Internacional divulgou o ranking dos países com os maiores PIBs, Produto Interno Bruto do mundo, em 2023. O PIB, como todos sabem, é a soma em dólar do valor de todos os bens e serviços produzidos num país durante um ano e seu cálculo é um bom indicador do poderio econômico de cada país. Assim, os Estados Unidos possuem o maior PIB do mundo, que alcança um montante de US$ 27 trilhões. Isso significa que o PIB americano é sete vezes maior que o da Alemanha e doze vezes maior que o PIB brasileiro.

O segundo maior PIB do mundo é o da China num montante de quase US$ 18 trilhões e aqui surgem as previsões de que o país asiático vai ultrapassar os americanos até 2050. No entanto, essa previsão é baseada no passado, supondo que a China continuasse a crescer nos mesmos patamares da última década, o que parece improvável. A Goldman Sachs, por exemplo, afirma que só em 2075 a China e a Índia, os dois países mais populosos do mundo, terão ultrapassado os Estados Unidos. E, ainda assim, serão bem mais pobres que os americanos e os países da Europa, já que a renda média de sua população será muito menor. Vale lembrar que o país que mais cresce no mundo e tem a maior população é a Índia, o quinto maior PIB do planeta, e que este ano cresceu 7,6%.

O que chamou a atenção no ranking de 2023 foi o fato da Alemanha ter se tornado a terceira maior economia do mundo superando o Japão. Mas o Japão cresceu 1,9% enquanto a Alemanha teve uma recessão de 0,3%. Como explicar isso? É simples, o cálculo do PIB é feito em dólar e  o iene, teve uma desvalorização de mais de 18% em relação à moeda americana nos últimos dois anos, o que fez o  PIB nominal cair. Ambos os países têm problemas, como a forte dependência energética da Alemanha, mas os problemas do Japão são mais graves como a escassez de mão de obra e o declínio demográfico, o que significa que a mudança veio para ficar.

O Brasil se posicionou bem no ranking elevando-se duas posições e tornando-se a nona maior economia do mundo, ultrapassando o Canadá e a Rússia. Os três países tiveram crescimento no PIB da ordem de 3%, mas a economia brasileira é mais complexa e diversificada.

A Rússia, por exemplo, é uma economia pequena quinze vezes menor que os Estados Unidos e sua importância restringe-se à área da defesa, por causa do arsenal nuclear, e ao fornecimento de petróleo/gás. E aqui vem uma boa notícia: o ano que vem o Brasil deve se tornar a oitava economia do mundo, ultrapassando a Itália, cuja economia vem patinando e cresceu apenas 0.7%. As economias do Reino Unido, que errou feio com o Brexit,  e França, que possuem o sexto e o sétimo maior PIB do mundo,  também estão crescendo pouco, apenas 0,1% em 2023, mas nesse caso a diferença com relação ao PIB do Brasil chega a US$ 1 trilhão.

Em suma: chega de complexo de vira-lata, o Brasil é uma das maiores economias do planeta, mas tem de crescer acima de 3% ao ano continuamente se quiser se tornar mais relevante.

A VENDA DA 2ª MAIOR EMPRESA DA BAHIA

A Braskem, 2ª maior empresa com sede na Bahia está neste momento em processo de negociação do seu controle acionário. A Adnoc, estatal de petróleo dos Emirados Árabes, está em processo de “due dilligence” na empresa, ou seja, uma espécie de auditoria para avaliar problemas e potencialidades. Após o processo, deve apresentar proposta firme de compra. A Adnoc já fez uma oferta não-vinculante de compra do controle da Braskem, detido pela antiga Odebrecht, e ofereceu R$ 37,29 cada, ou R$ 10,5 bilhões. A fatia total da Novonor (Ex-Odebrecht) é de 38,3%. A Petrobras também avalia se permanece no capital da petroquímica, se eleva participação ou se vende suas ações.

O BOLSA FAMÍLIA E A BAHIA

Os estados do Nordeste são extremante dependentes do Bolso família. A Bahia tem 2,47 milhões de famílias beneficiadas, o 2º maior número entre os estados brasileiros. Isso significa, grosso modo, que 47% da população baiana é beneficiada de algum modo pelo programa. Em Pernambuco são 1,6 milhões, 49% da população e no Ceará são 1,4 milhões, 53% da população. Mas se fundamental para sobrevivência das pessoas pobres, o Bolsa Família é importantíssimo para a economia. Este mês, por exemplo, serão injetados  R$ 1,67 bilhão na economia baiana em repasses diretos. É dinheiro que move o comércio e os serviços. Anualmente, a Bahia recebe em torno de R$ 20 bilhões via Bolsa Família.

 

 

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