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OUVIDORIA DA CÂMARA RECEBE DENÚNCIAS SOBRE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DE SALVADOR

Emilly Lima - 14/11/2023 17:13

O ouvidor-geral da Câmara Municipal de Salvador, vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), relatou que recebeu inúmeras denúncias de cidadãos, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que expuseram a escassez de medicamentos essenciais. Itens cruciais como insulina para o tratamento de diabetes, alfaepoetina de 10 mil UI, utilizada no combate à anemia associada à insuficiência renal crônica, e até mesmo medicamentos mais comuns, como a dipirona, estão em falta.

“Há uma série de reclamações da categoria e também dos usuários do SUS relacionados à essa temática, pessoas em uso de medicamento controlado, alguns medicamentos com o custo muito elevado e que têm dificuldade de serem encontrados nas unidades de saúde, então é fundamental que possamos avaliar caso a caso, os gargalos que temos na assistência farmacêutica da cidade”, salientou Augusto.

Além da falta de medicamentos, também se encontram relatos de faltas de condições de trabalho nas unidades de saúde da Prefeitura. Em seu gabinete, Augusto dialogou, na tarde do mesmo dia (13), com Soraya Amorim, vice-presidente do Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia (Sindifarma). Como conselheira estadual de saúde, ela reforçou os relatos recebidos pela Ouvidoria durante a reunião.

“Temos alguns gargalos que precisamos estar tratando, através de uma audiência pública, sobre o modelo de assistência farmacêutica do munícipio (de Salvador). Recebemos reclamações de colegas e até mesmo de quem está trabalhando diretamente no setor de gestão e precisamos estar discutindo como os espaços, os locais de trabalho podem auxiliar o profissional farmacêutico a exercer sua função com excelência”, disse Soraya.

As queixas da categoria e da população incluem salas pequenas, falta de assentos para os profissionais, escassez de medicamentos essenciais e ambientes inadequados para a conservação dos mesmos. Augusto afirmou ainda, que a Ouvidoria da Câmara realizará uma audiência pública para discutir o assunto, contando com a participação de profissionais, comunidade em geral e representantes do poder público.

“O objetivo é que possamos debater o acesso da população a esse direito constitucional, assim como, discutir formas de assegurar a valorização de quem está na linha de frente dessa atuação, que são os farmacêuticos e as farmacêuticas”, salientou Vasconcelos.

Foto: Divulgação

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