A TAP vai ser privatizada e isso interessa as capitais do Nordeste. Nesta quinta-feira (28), o governo de Portugal aprovou, em Conselho de Ministros, um decreto que estabeleceu critérios para a privatização da Tap Air Portugal. Um dos critérios é que a companhia aérea seja negociada por venda direta a um grupo privado, que atue no setor ou que seja líder de um consórcio de empresas.
Grandes empresas se mostram interessadas na compra da TAP e o maior atrativo é o mercado brasileiro. Entre janeiro e setembro, a TAP transportou 1,4 milhão de pessoas da Europa para o Brasil, um crescimento de 25% em relação a 2022. A TAP tem 80 voos semanais, saindo de 11 capitais do Brasil e 5 dessas capitais estão no Nordeste: Salvador, Fortaleza, Natal, Recife, todas já tem voos diários para Lisboa ou terão a partir de 29 de outubro e Maceió que terá 3 voos semanais.
Três grandes empresas querem comprar a TAP: o consórcio IAG (British Airways-Iberia), que tem pretensão de transformar Madri num hub ibérico capaz de concorrer na Europa com Paris e Frankfurt. A Air France/KLM, que destaca a importância da posição geográfica de Portugal em relação à América do Sul e da TAP como ligação sem escalas entre Europa e Brasil. E a terceira é a alemã Lufthansa, que quer alcançar o mercado da América do Sul e vê complementaridade entre as rotas das empresas.
Qualquer que seja a empresa as capitais do Nordeste seriam beneficiadas, não só pelo aumento de voos e pela expansão das rotas, como também pelo aquecimento do mercado Europa/Nordeste beneficiando companhias que já operam a rota, a exemplo da Air Europa, em Salvador, e da Air France, em Fortaleza.
O governo português decidiu negociar pelo menos 51% do total do capital que adquiriu em 2020, mas não descarta vender 95% do capital. Outros 5% serão reservados para os trabalhadores. O Globo informa ainda que a venda quase total não foi descartada.
O valor da empresa não foi fixado pelo governo, mas há indicações de que a aérea valeria cerca de 1 bilhão de euros, o que é um terço do valor investido pelo governo na sua recuperação. Fonte: Bahia Econômica com informações de O Globo.