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NESSE MOMENTO, O CENÁRIO DA DISPUTA PELA PREFEITURA DE SALVADOR ESTÁ FOCADO EM BRUNO, ROBINSON E ROMA

Redação - 04/09/2023 10:59 - Atualizado 04/09/2023

A retirada do nome do Presidente da Conder, José Trindade, da corrida pela indicação do candidato da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues à Prefeitura de Salvador parece ter afunilado a disputa entre o vice-governador Geraldo Jr. e o deputado Robinson Almeida.

Se o cenário estiver afunilado, o resultado será um só: a escolha do candidato do PT, Robinson Almeida, afinal, a tradição do partido é ficar com cabeça da chapa, seja o nome competitivo ou não.

O problema é a densidade eleitoral de Robinson em Salvador, que é praticamente inexistente, o que colocará nas costas do governador Jerônimo Rodrigues, de Lula e das demais lideranças políticas, a carga de tornar competitivo o candidato. Sob o ponto de vista eleitoral, o nome de Robinson parece despertar desconfiança na base política do governo e o presidente de honra do MDB, Lúcio Vieira Lima, chega a dizer que uma escolha errada traria o risco de perder a eleição.

Naturalmente, Vieira Lima está defendendo o candidato do seu partido e disse ao Bahia Econômica: “Eu estou convicto que quando os partidos da base pararem para refletir, vão chegar a conclusão de que o melhor nome é Geraldo Jr., a não ser que queiram perder a eleição”.

Por mais que o ex-deputado pareça ter razão, essa é uma hipótese difícil e tudo indica que o PT vai apostar em Lula para fazer o prefeito de Salvador, acreditando que ele pode fazer com Robinson Almeida o que fez com Jerônimo Rodrigues. Aqui é preciso pontuar as diferenças, pois no caso do governo estadual quem detinha a máquina estadual era o PT, enquanto na capital quem detém a máquina é o partido do prefeito Bruno Reis, candidato à reeleição.

Será necessário, portanto, convencer os demais partidos, como o PSB de Lídice da Matta, que pretendia ter a cabeça-de-chapa com o nome de Zé Trindade, e o PSD de Otto Alencar de que Robinson Almeida é um nome competitivo.

Agregue-se a análise um outro fator importante e que terá papel decisivo na eleição para Prefeitura de Salvador: o fator João Roma.

Como candidato a governador, Roma teve, no primeiro turno, 738 mil votos e transferiu esses votos no 2º turno, praticamente em sua totalidade, para o candidato ACM Neto. Ora, com tal densidade eleitoral, Roma se credencia a ser candidato a prefeito e, se a estratégia de tornar conhecido da população de Salvador o nome de Robinson Almeida em apenas um ano não der certo, poderíamos até ter um segundo turno inimaginável entre Roma e Bruno Reis.

Mas essa hipótese parece distante, pois Roma tem declarado que seu adversário é o PT e não descarta se unir ao União Brasil e apoiar Bruno Reis. Além disso, para se credenciar a ser candidato Roma teria de se distanciar ou pelo menos de não colocar no palanque o nome de Bolsonaro que não encontra guarida na população de Salvador.

É esse o cenário para a disputa pela Prefeitura de Salvador nesse momento, mas, como o leitor já sabe, a política é dinâmica e amanhã as nuvens podem estar em outro lugar.

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