A J&F, holding da família de Joesley Batista, fez uma proposta de R$ 10 bilhões para comprar a fatia da Novonor na Braskem. Agora, são três os players que fizeram ofertas pela Braskem: a Unipar, o um consórcio formado por Apollo e Adnoc e a J&F.
A oferta foi apresentada ontem à noite aos bancos que são credores da Novonor. A dívida da antiga Odebrecht com as instituições financeiras tem como garantia as suas ações na petroquímica.
A família Batista prevê pagamento à vista e igual a proposta da Unipar, mas agrada mais aos bancos por não deixar nenhuma fatia para a família Odebrecht. Na proposta da Unipar, a Novonor ainda seguiria como acionista, com uma participação menor, de 4%. Mas a oferta da J&F não seria suficiente para pagar os cerca de R$ 15 bilhões que a Novonor tem em dívida com os bancos.
Já a gestora americana Apollo e a Adnoc ofereceram R$ 47 por ação da Braskem, sendo R$ 20 em dinheiro, R$ 20 via a emissão de título de dívida perpétuo com taxa de 4% ao ano e R$ 7,14 em warrant, contratos que dão direito a compra de ações.
Inicialmente a proposta da Apollo e da Adnoc era pelo controle da Braskem, mas já teriam aceitado a possibilidade de serem sócios da Petrobras, que detém 36,1% do ativo. A Novonor tem 38,3%. (Pipeline)
Foto: Divulgação/Braskem