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2 DE JULHO: VERÔNICA ALMEIDA SERÁ A PRIMEIRA PARATLETA A ACENDER O FOGO SIMBÓLICO

João Paulo - 29/06/2023 12:44

Atleta paralímpica e multicampeã na natação, a soteropolitana Verônica Almeida, de 48 anos, foi escolhida pela Prefeitura de Salvador para acender a pira do Fogo Simbólico, na Praça do Campo Grande, durante a celebração do Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, no próximo domingo, 2 de Julho.

“Fui pega de surpresa com o convite, mas me senti bastante honrada, ainda mais por ser a primeira paratleta da história a receber a missão. Estive no revezamento da tocha olímpica nos Jogos Rio 2016 e foi um momento de muita emoção. Mas acredito que acender a pira no Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia será ainda mais especial. Acho que no dia vou chorar”, confessa Verônica, que pretende participar do ato cívico acompanhada de seus dois filhos, os gêmeos Bianca e Marcelo, ambos de 18 anos. “Meu desejo é que todos os baianos aproveitem a data, que não é apenas um feriado local, mas um momento de lembrarmos de tudo o que foi vivido, de toda a luta, para chegarmos onde estamos hoje”, completa a paratleta.

Trajeto do fogo

Antes de chegar a Salvador, o Fogo Simbólico do Dois de Julho – que simboliza a união – chegará à pira colocada na Praça do Campo Grande, percorrerá diversas cidades baianas. A novidade este ano será a inclusão de um segundo percurso. No trajeto mais tradicional, a rota da chama percorrerá, a partir das 7h30 do dia 30 de junho, os municípios de Cachoeira, Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho, com o revezamento feito por atletas e militares, entre outros cidadãos selecionados.

Simultaneamente em outro trajeto, o fogo sairá de Mata de São João e passará por Dias D’Ávila, Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho. Nesta última cidade, as chamas se unificam, em 1º de junho, e chegam no mesmo dia ao Panteão de Pirajá, na capital baiana. Já no 2 de Julho, sob o comando das Forças Armadas e apoio de instituições públicas, o fogo chega ao Campo Grande onde a atleta paralímpica Verônica Almeida acenderá a pira, a partir das 16h

História de superação

A nadadora Verônica Almeida é portadora da síndrome de Ehlers-Danlos, uma doença degenerativa que provoca deficiência na produção do colágeno, proteína que une e fortalece tecidos do corpo, dando sustentação à pele, músculos, ossos e órgãos. Após o diagnóstico em 2007, ela perdeu força e movimento nos membros inferiores, além de ter limitações no movimento de rotação do braço direito. À época, a paratleta recebeu um prognóstico de que teria apenas mais um ano de vida.

Dezesseis anos se passaram e, graças a um contínuo tratamento médico, ela segue competindo em alto nível e alcançando feitos incríveis no esporte. No currículo recheado, destaques para conquistas de medalhas nas Paralimpíadas de Pequim (2008) e nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto (2015). Verônica também é recordista da travessia Mar Grande – Salvador, tendo entrado para o Guiness Book ao realizar o percurso em 4 horas e 56 minutos, utilizando o nado borboleta. Ano passado, a nadadora foi campeã brasileira alcançando o primeiro lugar no ranking da modalidade 100m nado peito, no circuito paralímpico, realizado em São Paulo.

Foto: Divulgação

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