
Mercado tem dia agitado e encerra o pregão no maior nível desde novembro e com dia positivo para países emergentes.
O mercado financeiro teve um dia otimista, sendo beneficiado pela queda da inflação. Isso fez com que a bolsa de valores ultrapassasse os 114 mil pontos e fechasse em seu maior nível desde novembro de 2022, fazendo também com que o dólar registrasse a sua quarta queda seguida, fechando o dia com o valor de R$ 4,91 também sendo influenciado pelo cenário internacional favorável. A moeda norte-americana está no menor nível desde 15 de maio, quando fechou em R$ 4,88. Agora, apenas em junho, a moeda acumula uma queda de 3,17%. Quando analisado todo o ano de 2023, o recuo do dólar chega a 7%.
Dois motivos contribuíram com o otimismo do mercado financeiro. No Brasil, a divulgação de que o IGP-DI, índice divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que registrou deflação de 2,33% em maio animando o mercado de ações e o forte recuo da inflação que aumenta as chances de o Banco Central antecipar o início do corte dos juros, incentivando a realização de investimentos mais arriscados como a bolsa de valores.
Já no exterior, o dólar caiu num dia favorável aos países emergentes. O aumento das chances de que o Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central norte-americano, não mexa nos juros na próxima reunião reduziu as pressões sobre a moeda em todo o planeta, principalmente nos países em desenvolvimento. Do outro lado, o que também contribuiu para uma queda do dólar frente ao real, foi que a moeda brasileira foi uma das moedas que mais se valorizou nesta terça (6), beneficiado pela entrada de investimentos estrangeiros no Brasil.
Foto: Nelson Almeida/AFP