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EXECUTIVO BAIANO TEM LIBERDADE TOTAL APÓS CUMPRIR PENA EM SÃO PAULO

Tácio Caldas - 28/04/2023 10:41 - Atualizado 28/04/2023

Marcelo Odebrecht conquistou a liberdade definitiva após ter pena reduzida e trabalhar dois anos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Com atuação discreta, o ex-presidente da empreiteira Odebrecht, conseguiu passar desapercebido frente aos médicos e funcionários do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), já que poucos sabiam de sua presença no prédio do complexo. Marcelo Odebrecht começou a bater ponto no hospital em junho de 2021, e trabalhou lá até o dia 26 de janeiro de 2023, uma quarta-feira.

No hospital, Odebrecht fazia serviços administrativos e auxiliava em discussões de melhorias de processo e da execução de revisão de fluxo de trabalho, além de atender as demandas administrativas gerais nas áreas subordinadas à superintendência e à chefia de gabinete, sempre duas vezes por semana. Esse trabalho voluntário foi conquistado pelo ex-empreiteiro após alguns acordos realizados na justiça brasileira, uma vez que o HC havia feito um acordo com a Central de Penas e Medidas Alternativas da Justiça Federal de SP (Cepema), em 2018.

Marcelo foi um personagem central na Operação Lava Jato. Vale lembrar que ele foi apenas uma das 50 pessoas que passaram pelo hospital para prestar serviços à comunidade e cumprir a pena alternativa. Até as denúncias e a sua prisão, Odebrecht era um dos homens mais ricos do Brasil.

Atualmente ele voltou a ser um homem livre já que, há três meses, ele terminou de cumprir a pena a qual foi sentenciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, pelo ex-juiz e atual Senador da República, Sérgio Moro (PL). Odebrecht havia sido condenado há 19 anos e 4 meses de prisão em 2016, mas depois de fazer um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato, ele acabou por reduzir a sua pena para dez anos.

Já no ano passado, em 2022, Marcelo Odebrecht conseguiu mais uma redução de pena no Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa vez para sete anos, os quais ele já havia cumprido. Essas informações são da colunista da Folha de São Paulo, a jornalista Mônica Bergamo.

 

 

Foto: Acervo/Divulgação/Odebrecht

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