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DESEMPREGO CAI PARA 9,3% EM 2022, MENOR PATAMAR DESDE 2015

João Paulo - 28/02/2023 11:00 - Atualizado 28/02/2023

Segundo números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego no Brasil caiu para 9,3% em 2022 após atingir 13,2% em 2021.

Mas a melhora no mercado de trabalho veio acompanhada de uma queda na renda média do trabalhador. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e mostram que o mercado de trabalho apresenta recuperação após o impacto da pandemia da Covid-19, ultrapassando o patamar pré-pandemia.

O número de trabalhadores ocupados cresceu 7,4% em relação a 2021, chegando a 98 milhões, segundo o IBGE. O nível de ocupação também cresceu pelo segundo ano consecutivo, após o menor patamar em 2020 (51,2%) e registrou 56,6%, em 2022.

O ano de 2022 fechou com o valor médio anual do rendimento real habitual estimado em R$ 2.715, o que representa 1% a menos que 2021, perda de R$ 28. Já a média anual da massa de rendimento chegou a R$ 261,3 bilhões e atingiu o maior patamar da série, com alta de 6,9% (mais R$ 16,9 bilhões) em relação a 2021. A PNAD Contínua também registrou queda na taxa média anual da informalidade, que saiu de 40,1% em 2021 para 39,6% em 2022.

O ano de 2022 também registrou aumento no número de empregados com carteira de trabalho assinada. O empego com carteira subiu 9,2% e chegou a 35,9 milhões de pessoas, consolidando a reversão da tendência iniciada em 2021. Já a média anual de empregados sem carteira assinada também aumentou de 2021 para 2022: 14,9%, passando de 11,2 milhões para 12,9 milhões de pessoas, atingindo seu maior patamar da série histórica.

O crescimento do mercado de trabalho entre 2021 e 2022 foi disseminado entre as diversas atividades econômicas. Destaque para Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que acumulou ganho de 9,4% (mais 1,6 milhão de pessoas) e chegou a cerca de 18,9 milhões de pessoas ocupadas no setor. A atividade que engloba “outros serviços” foi a com maior percentual de aumento da população ocupada, 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores. A segunda maior alta foi de Alojamento e alimentação, que cresceu 15,8% e viu o contingente de pessoas ocupadas atingir 5,4 milhões.

Apenas o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve queda percentual da população ocupada (-1,6%). A estimativa é que 8,7 milhões de trabalhadores estavam ocupados no setor em 2022. O mercado de trabalho exibiu uma melhora ao longo de 2022, mas os dados de novembro já indicavam perda de fôlego na redução da desocupação.

O Indicador Antecedente de Emprego do FGV IBRE apontou queda de 0,8 ponto em janeiro, para 73,9 pontos. Segundo Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, as expectativas de desaceleração econômica em 2023 não deixam muitas esperanças de que o indicador volte a sinalizar uma trajetória positiva.

Fonte: IBGE

Foto: Jornal Brasil em Folhas/Flickr)

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