A alta dos juros mostrou seus efeitos negativos na atividade da indústria, reduzindo a produção de bens duráveis e ajudando a desacelerar a economia.
A produção industrial brasileira ficou estável em dezembro em relação ao mês anterior, já com ajuste sazonal, dentro do esperado pelo mercado, mas caiu 1,3% se comparada ao mesmo mês do ano passado, resultado pior que a queda de 1,2% projetada pelo mercado, interrompendo quatro meses de crescimento nessa base anual, informou hoje o IBGE.
A indústria havia crescido 0,9% em novembro em relação ao mesmo mês do ano anterior, 1,7% em outubro, 0,4% em setembro e 2,8% em agosto. No acumulado do ano, a produção industrial brasileira caiu 0,7% em 2022 em relação ao ano anterior, após ter subido 3,9% em 2021. Em dezembro, três das grandes categorias do indicador do IBGE e 11 dos 26 ramos pesquisados apresentaram crescimento, com destaque para a atividade de coque e derivados do petróleo, com crescimento de 3,4% no mês, e produtos farmacêuticos, com 9,1%.
Já produtos alimentícios caíram 2,6% e metalurgia, 5,1% no mês. Nas grandes categorias, bens de consumo duráveis cresceram 4,1% no mês, enquanto bens intermediários caíram 2,1%. No acumulado do ano, a queda de 0,7%, com retração em todas as quatro grandes categorias pesquisadas e em 17 dos 26 ramos. Entre as atividades com maior peso no indicador, as maiores quedas foram de indústrias extrativas, com 3,2%, produtos de metal, com -9,0% no ano, e metalurgia, com -5,0%.
Ajudaram a melhorar o índice em 2022 coque e produtos de petróleo, com alta de 6,6% e produtos alimentícios, com alta no ano de 2,4% e veículos automotores, com 3,0%. Nas grandes categorias, destaque para a queda em bens de consumo duráveis no ano, de 3,3%.
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