A Universidade Estadual da Bahia (Uneb), por meio do núcleo “AfroUneb”, realiza a XXIV Semana da Consciência Negra, através de debates, apresentação de trabalhos e seminários, de 21 a 25 de dezembro, no campus V, do município de Santo Antônio de Jesus.
A mesa redonda “Raça, gênero e classe: liberdades intersseccionadas. É possível? ” discutiu sobre as identidades interseccionais na atual conjuntura politica brasileira marcada pelo avanco das forças nazifascistas representadas pelo “bolsonarismo” e perspectivas do movimento negro diante do futuro governo Lula, na última terça-feira (22). O núcleo “Afrouneb” trouxe como convidados o cientista social e professor, Kleber Rosa (PSOL), a professora Andrielle Antônia dos Santos, mestranda do NEIM/UFBA, e a professora da UFRB, Regina Oliveira.
O cientista social e ativista do movimento negro, Kleber Rosa, explica que o conceito de “Interseccionalidade ” representa a entrelaçamento entre vários elementos de opressão: raça, gênero, classe, orientação sexual e religiosa. O pesquisador reflete que a “Interseccionalidade” apresenta-se enquanto instrumento de luta para responder de forma coletiva aos ataques bolsonaristas. ” O fascismo, na verdade, ataca todas esses elementos de diversidade, as identidade de gênero, a orientação sexual, o pertencimento racial, as mulheres negras de periferia que travam uma luta diária contra as opressões de raça, gênero e classe. A interseccionalidade é justamente a compreensão de que todas esses elementos de opressão vão de encontro à ideologia nazista defendida pelo bolsonarismo. Entao, é importante pontuarmos que nossas identidades são políticas e, acima de tudo, instrumentos de luta “, esclarece o cientista social e mestre em Educação pela UNEB, Kleber Rosa.