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CENÁRIO DA VENDA DA BRASKEM PODE MUDAR NO GOVERNO LULA

Redação - 03/11/2022 16:05 - Atualizado 03/11/2022

O controle acionário da Braskem está com a Novonor, que detém 38,4% do capital total e com a Petrobras, que tem 36,15%. A Novonor precisa vender a Braskem para pagar seus credores e isso ocorrendo quem comprar a empresa passa a ter o direito de preferência de aquisição da fatia do sócio. Ora o comprador que tiver interesse na Braskem provavelmente deverá exercer o direito de preferência, no entanto, o sócio, no caso a Petrobras, pode negociar sua parte ou continuar no negócio                                     

 Até aqui dava-se como certo o interesse da Petrobras em vender suas ações na Braskem, mas, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Lula, isso  tornou-se incerto, pois o novo governo  já se posicionou contra privatizações, a expectativa é que a petroleira reavalie o plano de deixar de participar da indústria petroquímica. Técnicos ligados ao novo governo argumentam que a integração de refinarias e petroquímica é uma tendência mundial e que a petroquímica é uma área importante e lucrativa e deveria ser estratégica para a Petrobras. Mas, até o momento, não há diretriz sobre a saída da Petrobras na Braskem.

A Braskem recebeu nova proposta do fundo americano Apollo, que elevou a oferta para R$ 47 por ação, e fará uma “due dilligence” (auditoria) para levar adiante o negócio. Também estão interessados em comprar a Braskem, a Unipar, cujo interesse são  apenas os  ativos  em São Paulo,  J&F que ainda não oficializou a oferta.

A Petrobras contratou o banco J.P. Morgan para assessorá-la na operação no ano passado, quando a Novonor (ex-Odebrecht) decidiu vender sua participação. Com informações do Valor Econômico.

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