O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que sofreu chantagem durante as escolhas de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele, porém, não citou nomes de quem teria feito tais pressões nem apresentou provas sobre elas. “Essas pessoas que o tempo todo ficam: ‘olha o teu futuro, você tem que fazer isso’, ‘eu não quero esse nome no STJ, tem que ser aquele outro”… Para o Supremo, a pressão que eu sofri. ‘Não quero o André Mendonça’. Mas eu tenho um compromisso com os evangélicos! ‘Ah, mas não quero. Tua família deve aqui’. Chantagem!”, disse o presidente, simulando falas de coação que teria ouvido durante as escolhas dos nomes para as cortes.
As falas ocorreram em um encontro de pastores evangélicos Guarulhos (SP). O chefe do Executivo federal alegou estar sendo “ameaçado de cadeia quando deixar o governo”. “E qual é a acusação? A mesma que foi acusada de cometer uma senhora de nome Jeanine Áñez , ex-presidente da Bolívia. Tá presa e condenada a dez anos com acusação de atos antidemocráticos. Alguém lembrou de algum inquérito no Brasil parecido com esse nome?”. “Quantas vezes eu falo para vocês: ‘É muito mais fácil estar do outro lado [que não a Presidência da República’]”, afirmou.
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