A BATALHA POLÍTICA NO 2 DE JULHO

A BATALHA POLÍTICA NO 2 DE JULHO

No próximo sábado, Salvador vai ser palco de uma batalha política:  a dos candidatos à governador, com seus respectivos candidatos à presidente.  O candidato Jair Bolsonaro  fará uma motociata a partir das nove horas da manhã saindo do dique. O presidente não poderia desfilar pelas ruas de Salvador sem ser acompanhado de vaias, já que as pesquisas mostram a pouca popularidade dele entre os soteropolitanos, por isso optou pela motociata. Mas de qualquer modo será o momento próprio para que o candidato João Roma cole mais ainda sua imagem com a de Bolsonaro.

O candidato Jerônimo Rodrigues, pelo contrário, vai bem acompanhado para a batalha, pois, além de sair ao lado do governador Rui Costa, que é bem avaliado em Salvador, terá a companhia de Luís Inácio Lula da Silva, candidato preferido da população soteropolitana nas eleições de outubro, segundo as pesquisas eleitorais. O ideal para Jerônimo é que Lula desfilasse pelas ruas de Salvador, colando sua imagem à dele, mas provavelmente isso não acontecerá, afinal poderia haver provocações e um confronto seja com bolsonaristas.

Por outro lado, sob o ponto de vista presidencial Lula não ganha muito caminhando pelas ruas de Salvador, onde a população já está fechada com ele, e, além disso, essa exposição pode gerar um confronto com partidários de Neto, algo que, ao que parece,  tanto um quanto outro querem evitar. E Jerônimo poderá aparecer colado a Lula no evento que ocorrerá na Arena Fonte Nova, repercutindo essa proximidade para o interior do Estado.

Nesse contexto parece que apenas Ciro Gomes caminhará lépido e fagueiro pelas ruas de Salvador. Aqui surge uma dúvida: qual será a postura do candidato ACM Neto? Sairá de mãos dadas com o candidato do PDT, marcando posição e se distanciando de Lula e Bolsonaro? Ou sairá sozinho, mostrando que não tem candidato a presidente e que sua candidatura a governador não terá palanque presidencial?

O fato é que tudo pode acontecer no 2 de julho da Bahia e as autoridades precisam se precaver para que partidários de Lula e Bolsonaro não se engalfinhem. De todo modo, as comemorações do 2 de julho terão um tom especial neste ano de 2022. (EP – 28/06/2022)