VACINAÇÃO EM CRIANÇAS DEVE COMEÇAR DIA 15, DIZ LÉO PRATES

VACINAÇÃO EM CRIANÇAS DEVE COMEÇAR DIA 15, DIZ LÉO PRATES

O secretário municipal de Saúde de Salvador, Leo Prates, prevê a possibilidade de iniciar a vacinação de crianças de cinco a 11 anos contra a Covid-19 ainda na próxima semana na cidade, caso o Ministério da Saúde envie as doses até o dia 14 de janeiro, conforme anunciado. “A promessa do ministério é entregar dia 14. Eu faço justiça com a Sesab [Secretaria de Saúde do Estado da Bahia], a Sesab tem sido extremamente ágil nessa logística. Se estiver na nossa mão dia 14, no dia 15 a gente quer fazer o Dia da Criança”, declarou o secretário em entrevista ao Bahia.Ba. “Se o calendário for cumprido pelo Ministério da Saúde, vai ser dia 15, mas a gente está trabalhando entre dia 15 e dia 17”, acrescentou o secretário. Segundo ele, a campanha de vacinação será “o maior Dia da Criança da história de Salvador”, tendo como título “Dia da Criança, Dia da Vacina”.

Prates explicou, no entanto, que a prefeitura precisa receber a vacina em tempo para adaptar a logística do atual sistema aos protocolos exigidos pelo governo federal. “É uma vacina diferente. Para as pessoas entenderem, apesar da marca, a ampola vai vir numa circunscrição laranja. Inclusive, hoje o ministério soltou uma recomendação que nós estamos pensando nas estratégias, porque as pessoas não entendem um pouco a dificuldade do sistema”, pontuou.

Dentre as determinações do Ministério da Saúde estão a exclusividade das salas para a aplicação da vacina pediátrica contra a Covid-19. “Eu vou dar um exemplo, eu não posso testar na unidade que eu estou vacinando. Essa é a prescrição técnica do ministério. Então, só aí me tira 52 unidades da rede, porque eu tenho 52 unidades testando e eu não posso diminuir a testagem, senão eu vou ter dados falsos de Salvador da Covid”, situou o secretário.

Para cumprir a série de exigências, Leo Prates contou ainda que a prefeitura vai implementar “uma espécie de revezamento” para garantir que o público infantil não tenha contato com adultos ou infectados durante o processo de vacinação. “Por exemplo, na segunda-feira nós vamos para as vacinas normais, porque eu só tenho uma sala de vacina por unidade. Aí vacinamos criança na terça e na quarta a gente volta pra vacina normal”, contou o secretário, segundo o qual a situação é inédita e pode ser vista também como uma oportunidade de “estudar o que fazer para o futuro e se planejar”.

Foto: divulgação