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ÔMICRON ATINGE COM FORÇA ESTADOS UNIDOS E EUROPA

Redação - 05/01/2022 08:45

As infecções por Covid-19 voltaram a disparar nesta terça-feira, 4, no mundo, com 1 milhão de casos em 24 horas nos Estados Unidos, mais de 270 mil na França e mais de 200 mil no Reino Unido, ameaçando o funcionamento do sistema de saúde e de outros setores-chave. Muitas personalidades estão entre os novos casos positivos, como o rei sueco, Carlos XVI Gustavo, e sua mulher, Silvia; o presidente da Mauritânia, Mohamed Uld Cheikh El Ghazouani; e seu colega de Botsuana, Mokgweetsi Masisi. Os Estados Unidos registraram um recorde mundial de mais de 1 milhão de casos em 24 horas, de acordo com dados de segunda-feira da Universidade Johns Hopkins.

No entanto, esse número deve ser visto com cautela, já que as contagens de segunda costumam ser muito altas devido aos atrasos das notificações do fim de semana, que neste caso foram de três dias no país por causa do Ano Novo. Ainda assim, essa cifra representa mais do que o dobro do registado na segunda-feira anterior, depois do fim de semana de Natal, também de três dias. Na Austrália, também houve um recorde: quase 50 mil casos diários, o que levou a população a ser testada em massa, apesar do custo.

Autoridades de saúde francesas relataram nesta terça-feira um recorde de 271.686 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Horas antes, o ministro da Saúde, Olivier Véran, disse ao parlamento que este número rondaria “provavelmente perto de 300 mil”, o que descreveu como “vertiginoso”. O índice de positividade (proporção de casos entre pessoas que fazem exames), já ultrapassa 15% no país, próximo ao seu recorde do final de 2020.

O Reino Unido também registrou um recorde de mais de 200 mil casos em 24 horas nesta terça-feira, mas o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, novamente se recusou a endurecer as restrições sanitárias. Já na Argentina, com 45 milhões de habitantes, as infecções praticamente dobraram nesta terça, quando foi registrado um recorde de 81.210 novos casos, em comparação com 44.396 no dia anterior.

A atual onda da epidemia iniciou-se no final de 2021 com a chegada da variante ômicron, consideravelmente mais contagiosa que as anteriores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, o aumento de sua circulação pode favorecer o surgimento de novas variantes mais perigosas. Embora a gravidade da ômicron pareça limitada, ela está causando um aumento nas licenças médicas e transtornos em vários setores, incluindo o da saúde.

Pelo menos seis hospitais do Reino Unido declararam “incidentes críticos” nesta terça, o que significa que a situação pode afetar os casos prioritários. A falta de pessoal também afetou o início do ano letivo na Inglaterra, onde o governo voltou a pedir a ajuda de professores aposentados.

Foto: divulgação

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