A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (29) que o Brasil precisa estar preparado para um aumento de novos casos e, mais uma vez, para o risco trazido pela variante ômicron, como vem ocorrendo atualmente na Europa. O país é o segundo maior número de mortes por covid-19 no mundo.
“No momento, [as variantes] delta e ômicron são ameaças gêmeas que estão levando casos a números recordes, o que novamente está levando a picos de hospitalizações e mortes por Covid-19”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
Em um boletim publicado na terça-feira (28), o monitoramento da OMS aponta que, na última semana – de 20 a 26 de dezembro –, houve um aumento de 11% nos registros de novos casos de Covid em relação à semana anterior. Quase 5 milhões de novas infecções foram registradas.
“A ômicron está se movendo tão rapidamente que, além da vacinação, medidas sociais de saúde pública também são necessárias para conter a onda de infecção pela Covid-19, proteger os trabalhadores e sistemas de saúde, abrir sociedades e manter as crianças na escola”, acrescentou.
Na última semana, o maior aumento percentual em novos casos ocorreu nas Américas, com um aumento de 39% em relação à semana anterior. Em números absolutos, houve 1,4 milhão de novas infecções.
Vacina
Até agora, estudos divulgados por fabricantes de vacinas têm apontado que elas continuam sendo capazes de proteger contra casos graves e morte por Covid mesmo após o surgimento da ômicron.
“Os não vacinados correm muito mais risco de morrer devido a qualquer uma das variantes da Covid-19”, lembrou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quarta (29). Cerca de 67% da população brasileira está totalmente vacinada contra a Covid-19.