SAÍDA DA FORD, FAZ INDÚSTRIA DA BAHIA TERMINAR O ANO COM 10% DE QUEDA, DIZ FIEB

SAÍDA DA FORD, FAZ INDÚSTRIA DA BAHIA TERMINAR O ANO COM 10% DE QUEDA, DIZ FIEB

A indústria na Bahia deve fechar o ano de 2021 em queda de 10%. Os dados foram apresentados pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, que atribuiu a saída da FORD do estado como principal ponto para o ano negativo do setor. A FIEB também acredita que os investimentos que virão a ser realizados na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), com a sua privatização, vão ser de extrema importância para o setor em 2022.

Em entrevista ao portal Bahia Econômica , o gerente Executivo de Desenvolvimento Industrial da FIEB, Marcus Verhine, explicou que a FORD representava 5% da indústria baiana e 95% do setor automotivo. Com a sua saída o segmento veio praticamente a zero e não conseguiu fechar o ano estável. Além disso o setor deve apresentar um crescimento em 2022, porém tendo como base os dados de 2021 que foram péssimos para o segmento devido a saída da montadora. Apresentando assim uma provável alta aparente que não irá refletir a realidade do setor

“Nós entendemos que o setor automotivo do estado sofreu muito com a saída da FORD de Camaçari. Vamos analisar que 95% do setor era ligado a empresa e representou uma baixa significativa no PIB industrial do estado. Em 2022, vamos ficar atentos a esse ponto pois a base comparativa com 2021 é uma comparação de um ponto praticamente zerado. Esperamos uma recuperação do setor, porém não deve refletir uma alta numérica expressiva real pois não existe um parâmetro real do setor no estado nesse cenário”, explicou.

O gerente também diz que os melhores setores da indústria baiana foram os setores calçadistas e de alimentação. ” Os melhores pontos da indústria da Bahia em 2021 foram os setores calçadistas e de alimentação. Representaram uma alta expressiva no setor e para 2022 esperamos uma manutenção desses polos em alta na indústria do estado. Nós acreditamos que o momento desses segmentos devem representar já no primeiro semestre de 2022 números ainda mais expressivos e positivos para indústria local”, disse.

Em relação a 2022, o cenário traz incertezas, diante de fatores locais e globais. No Brasil, além do ambiente inflacionário, o início da corrida eleitoral deve afetar o ambiente produtivo. Da mesma forma, mudanças nas políticas de juros na Europa e Estados Unidos prometem impactar os negócios e reduzir o intercâmbio comercial entre os países. Os desdobramentos da disseminação da nova variante do novo coronavírus também contribuem para deixar o cenário ainda mais desafiador.

Os setores da Construção, que apresentam alta em 2021, impulsionado pelo desempenho do mercado imobiliário e obras públicas; de Alimentos e Bebidas, que deve capitalizar os efeitos do Auxílio Brasil; e de Refino, diante da perspectiva de possíveis investimentos do novo grupo controlador Mubadala/Acelen, estão entre os que devem contribuir para um melhor desempenho da indústria da Bahia no próximo ano.

Somam-se ainda os resultados da indústria Química, que tem se beneficiado com a alta dos preços internacionais, e da indústria de Extração Mineral, com destaque para os projetos de exploração de ferro (BAMIN) e vanádio (Largo).

Foto: divulgação