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CHUVA COLOCA QUATRO CIDADES EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Redação - 09/11/2021 07:00 - Atualizado 09/11/2021

As águas do primeiro final de semana de novembro não deram trégua. Quatro municípios da Bahia decretaram situação de emergência devido às chuvas, segundo a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec). Foram eles: Ruy Barbosa, no Centro Norte, Maragojipe, no Recôncavo, e Jaguaquara e Itaquara, no Centro Sul. Essa última decretou também estado de calamidade pública. As chuvas deixaram uma mulher de 62 anos desaparecida, em Ruy Barbosa, onde a prefeitura estima prejuízo de R$ 7 milhões, mais de 55 famílias desabrigadas, suspensão das aulas e do atendimento em Postos de Saúde da Família (PSFs) e, consequentemente, da vacinação contra a covid-19.

Em Maragojipe, o último sábado (6) foi o dia mais chuvoso dos últimos seis anos. Caíram 150 mm de chuva em apenas duas horas, de acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Carlos Francisco Costa. Desde às 19h daquele dia, não há água na cidade, porque as tubulações da rede que abastece os moradores romperam. A previsão da Embasa é que a água volte na tarde desta segunda-feira. A prefeitura ainda relata que a rede de esgoto foi danificada. São 30 famílias desabrigadas, 15 escolas inundadas, duas pontes destruídas e estradas vicinais prejudicadas. “A gente deu azar porque a cidade é a nível do mar, e a maré estava alta. Foi o principal fator para alagar a cidade inteira, porque o rio, que deságua no mar, não teve para onde escorrer”, conta o coordenador da Defesa Civil da cidade.

A gestão municipal alugou uma pousada para hospedar seis das 30 famílias que perderam suas casas. A maioria se alojou com parentes e vizinhos. “Não costuma chover assim essa época. Normalmente, a gente tem chuva em dezembro. Afetou todo o município, a sede e os três distritos. Perdemos equipamentos e documentos nos postos de saúde, as lavouras da zona rural perderam plantações…. foi muito prejuízo”, completa Carlos Francisco Costa.

A marisqueira Andrea Barbosa, 46, perdeu tudo: a casa, os móveis e as roupas. “Foi muita água. A parede da casa rachou e não tinha como ficar dentro de casa, nem levar nada, porque, na hora, a gente só pensa em se salvar. Foi o povo todo pedindo socorro, gritando, desesperado, sem saber o que fazer”, conta Andrea, que mora com a filha, neta e genro. “Só Deus para dar livramento e graças a prefeitura que acolheu a mim e minha família”, agradece. Até a próxima quinta-feira (11), ela deve continuar no hotel, até que a prefeitura viabilize verba – estadual ou federal – para fazer os reparos na casa dos moradores.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) disse que ainda não há registros de municípios baianos com situação de emergência reconhecida pelo governo federal em razão das chuvas, de acordo com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), da Defesa Civil Nacional. “O apoio da Defesa Civil Nacional é autorizado após o reconhecimento federal e mediante solicitação de recursos pelo ente, que inclui apresentação de Plano de Trabalho (com diversos documentos), e análise e aprovação da equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil”, informou a pasta, em nota.

Foto: divulgação

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