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NOVONOR VAI APRESENTAR NOVO PLANO DE VENDA DA BRASKEM

Redação - 20/09/2021 17:00

Sem proposta firme para adquirir suas ações na petroquímica Braskem, a Novonor (antiga Odebrecht) vai apresentar hoje a um grupo de credores um plano para se desfazer dos seus papéis na Bolsa.

Dona de 50,1% do capital votante e de 38,3% do capital total, a fatia da Novonor na petroquímica em Bolsa vale R$ 19,3 bilhões. Já a participação da Petrobras, que também é sócia relevante da Braskem, equivale a R$ 18,2 bilhões (36,1% do capital total). O valor de mercado da Braskem encerrou na sexta-feira em R$ 50,5 bilhões.

O grupo de credores, formado pelo Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm a receber cerca de R$ 14 bilhões. Se vender a totalidade de sua fatia, no valor de hoje, a Novonor ficaria com R$ 5,3 bilhões em dinheiro, sem considerar impostos.

Se os bancos forem céleres em aprovar a nova estratégia, o grupo poderia iniciar a venda de papéis preferenciais ainda em 2021. As ações ordinárias seriam ofertadas somente após a migração da Braskem para o Novo Mercado. A ideia é aproveitar a janela para operações em bolsa até abril de 2022, quando há eleições presidenciais.

A venda de seus papéis em bolsa ganhou corpo após o grupo não ter recebido propostas firmes pela sua participação em um processo tradicional de fusão e aquisição. Há interessados pela Braskem, mas parte busca a compra de determinados ativos da Braskem – a venda fatiada não interessa, por ora, aos acionistas. O Morgan Stanley assessora a Novonor na transação.
A saída da Novonor via Bolsa depende do aval dos cinco bancos credores, que receberam bem a proposta inicialmente.

 

 

 

 

 

foto divulgação

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