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PARALISAÇÃO DE CAMINHONEIROS PODE PIORAR INFLAÇÃO E ATIVIDADE ECONÔMICA

Redação - 09/09/2021 16:44

O segundo dia de manifestação de caminhoneiros aliados ao presidente Jair Bolsonaro traz lembranças da última grande greve da categoria realizada em 2018. Naquela ocasião, houve parada generalizada dos condutores, que reclamavam do preço do diesel e pediam tabelamento do frete.

Desta vez, os protestos seguem a linha dos manifestantes do 7 de Setembro, contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Houve protestos em rodovias de 16 estados, em todo o país, na manhã desta quinta-feira (9).

Segundo informações do G1, economistas apontaram que as consequências da paralisação dos caminhoneiros ainda são incertas, porque pairam dúvidas sobre o alcance do impacto na cadeia de distribuição. “Ainda não está clara a extensão do bloqueio, ou se são manifestações diferentes de 2018. Se for um bloqueio, sabemos apenas que teremos problemas de abastecimento, que podem gerar altas de preços em um cenário já grave para a inflação”, diz Paula Magalhães, economista-chefe da consultoria A.C. Pastore.

Se há um ponto positivo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) relata que pontos de obstrução começam a ser reabertos, indicando alguma desmobilização do movimento. O próprio presidente Bolsonaro enviou áudio aos caminhoneiros, pedindo que voltassem ao trabalho – no áudio, Bolsonaro também apontou para os riscos de inflação gerados pelos protestos.

 

Foto: Douglas Magno/ Estadão

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