Em decreto editado nesta quarta-feira, 25, o presidente Jair Bolsonaro determinou a redução de pelo menos 10% no consumo de energia elétrica pelos órgãos da administração direta, autárquica e fundacional, entre os meses de setembro de 2021 e abril de 2022.
“Os órgãos e as entidades deverão buscar reduzir o consumo de energia elétrica nos meses de setembro de 2021 até abril de 2022 em percentual de dez a vinte por cento em relação à média do consumo do mesmo mês nos anos de 2018 e 2019”, diz o texto.
A medida não vale para as estatais. A iniciativa foi adotada em função da pior crise hídrica do país em 91 anos, o que ameaça o fornecimento de energia.
Entre as recomendações do decreto, estão o uso de aparelhos de ar-condicionado em temperatura não inferior a 24 ºC e a utilização de computadores em modo de espera quando o usuário se afastar.
Além disso, a iluminação de corredores e garagens deve ser reduzida e as licitações deverão visar equipamentos de maior eficiência energética.
“Com as medidas, o governo federal espera reduzir o consumo de energia elétrica no seu âmbito interno, colaborando com as medidas decorrentes da atual crise energética”, afirma nota da Secretaria-Geral da Presidência da República.
O decreto estabelece ainda a criação de Comissão Interna de Conservação de Energia em cada órgão ou entidade.
Atualmente, a administração pública direta e indireta tem 22 mil edificações próprias e aproximadamente 1,4 mil imóveis alugados, como escritórios, escolas, hospitais e universidades.
Em nota divulgada na última terça-feira, 24, o Ministério de Minas e Energia informou uma “piora relevante” para o abastecimento de energia.
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