INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA LIDERA PERDA DE UNIDADES LOCAIS E EMPREGO

INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA LIDERA PERDA DE UNIDADES LOCAIS E EMPREGO

Em 2019, a queda no número de unidades locais e no pessoal ocupado na indústria baiana foi puxada, em termos absolutos, pela fabricação de produtos alimentícios. As unidades locais do segmento se reduziram de 1.423, em 2018, para 855 em 2019: -39,9% ou menos 568 unidades em funcionamento em apenas um ano. Ainda assim, a produção de alimentos continuou o setor com mais unidades na indústria baiana, representando 16,0% do total do estado.

A queda no número de unidades também refletiu na redução do pessoal ocupado no segmento alimentício baiano, que perdeu 1.575 trabalhadores entre 2018 para 2019, (-3,7%, de 42.189 para 40.614). Mesmo assim, seguiu como o principal empregador na indústria no estado, com 18,8% dos ocupados no setor.

Por outro lado, as atividades industriais que mais cresceram, em termos absolutos, entre 2018 e 2019, foram as seguintes: no número de unidades locais, a extração de minerais não-metálicos, com 49 novas unidades, chegando a 263 (+22,9%); no pessoal ocupado, a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, que contou com mais 948 trabalhadores, chegando a 28.706 (+3,4%).

Enquanto, na Bahia, a indústria alimentícia tem mais unidades e emprega mais, os dois líderes históricos na geração de valor industrial são, respectivamente, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis e a fabricação de produtos químicos. O primeiro segmento gerou, em 2019, R$ 15,9 bilhões (28,2% do VTI do estado), enquanto o segundo teve VTI de R$ 7,5 bilhões (13,4% do total). Juntos, responderam, portanto, por R$ 4 de cada R$ 10 gerados pela indústria na Bahia (41,6% do VTI do estado).

Entretanto, entre 2018 e 2019, quem mais puxou para cima o valor da transformação industrial baiana, em termos absolutos, foi a fabricação de bebidas, com um ganho de R$ 512,6 milhões em um ano (+24,1%). Em segundo lugar veio a fabricação de produtos alimentícios (mais R$ 472,0 milhões ou +10,4%) e, em terceiro, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel (mais R$ 379,8 milhões ou +8,7%).

Já a atividade com o maior ganho absoluto de produtividade do trabalho no período foi a extração de petróleo e gás natural, de R$ 1,3 milhão/ocupado, em 2018, para R$ 1,6 milhão/ocupado em 2019 (mais R$ 237 mil em um ano).

Foto: divulgação