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QUEIROGA SERÁ RECONVOCADO PARA FALAR NA CPI, DIZ OMAR AZIZ

Redação - 10/05/2021 11:50 - Atualizado 10/05/2021

O presidente da CPI da Covid do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), classificou ontem como uma “grande decepção” a postura do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que depôs à comissão nesta semana e se esquivou de declarar sua posição sobre o uso da cloroquina em pacientes com covid-19. Segundo Aziz, Queiroga “com certeza” será reconvocado para falar mais uma vez à CPI, diante das contradições expostas entre a política do governo Bolsonaro na pandemia e as diretrizes do Ministério da Saúde.

Questionado diversas vezes sobre o uso da cloroquina durante o depoimento na quinta-feira (6), o ministro respondeu que não poderia se pronunciar porque a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ainda está avaliando e elaborando o protocolo de tratamento da covid-19. Isso irritou os integrantes da CPI, especialmente a cúpula do colegiado. Ontem, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que Queiroga investiu numa estratégia de não responder às perguntas dos senadores objetivamente e, portanto, de não “falar a verdade”.

Essa frustração foi endossada pelo presidente da CPI. “Agora, o Queiroga foi uma grande decepção, ele como médico cardiologista. Quando a gente perguntava se ele era a favor da cloroquina – e ele não citava a palavra cloroquina, falava em ‘fármacos’ -, ele jogava para a Conitec”, comentou Aziz em entrevista ao historiador Marco Antonio Villa divulgada neste domingo no Youtube. Para o presidente da CPI, esse pretexto usado por Queiroga foi para “não magoar o chefe” e indica que o ministro é contra o uso da cloroquina em pacientes com covid-19, medicamento que não tem eficácia comprovada contra a doença.

“Então é claro no posicionamento dele que ele é contra, mas não quer magoar o chefe. E com certeza será reconvocado porque as contradições em relação à política do governo são totalmente diferentes da política do Ministério da Saúde. Então ele deve ser reconvocado”, afirmou Aziz. Na conversa com o historiador, o presidente da comissão também avaliou o depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich como o “melhor” até o momento. Além de Queiroga e Teich, que foi o segundo titular da pasta no governo Bolsonaro, também falou nesta semana à CPI o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. “Teich passou 29 dias na Saúde, pouco ou quase nada poderia ter feito. Mesmo assim, acho que o melhor depoimento que teve foi do Teich, porque claramente ele se posiciona contra medicação antecipada, em relação ao que poderia ou não acontecer sobre essas medicações que estão sendo difundidas por um grupo de pessoas”, afirmou o senador.

 

Fonte: Estadão Conteúdo.

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