O aumento do número de pessoas ocupadas na Bahia em outubro não foi suficiente, porém, para fazer a taxa de desocupação ceder de forma significativa. Com a busca por trabalho mostrando discreta tendência de alta no mês, a taxa de desocupação (percentual de pessoas procurando emprego em relação às que estavam na força de trabalho) ficou em 19,5%, praticamente igual à de setembro (19,6%). Ainda assim, em outubro, a Bahia deixou a liderança da desocupação entre os estados, passando a ter a segunda maior taxa do país, abaixo do Maranhão (19,9%).
O número de pessoas desocupadas, ou seja, que procuraram trabalho e não encontraram, ficou em 1,234 milhão de pessoas, ligeiramente superior ao de setembro, quando havia 1,213 milhão de pessoas nessa situação (+1,8% ou mais 21 mil desocupados em um mês). Mesmo tendo crescido pouco, o contingente de desocupados na Bahia, em outubro, foi o maior desde maio.
O contínuo aumento no número de desocupados tem relação com mais uma redução no número de pessoas que não estavam trabalhando, queriam trabalhar, mas nem chegaram a procurar emprego por causa da pandemia ou por não haver oportunidades onde viviam. Esse grupo, cuja busca por trabalho é impactada diretamente pela Covid-19, se reduziu pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 1,743 milhão de pessoas em outubro, na Bahia. Frente a setembro, quando havia 1,891 milhão de pessoas nessa situação, houve uma queda de 7,8% (-148 mil pessoas).
Ainda assim, o contingente se manteve como segundo maior do país, abaixo apenas de São Paulo, onde 2,311 milhões de pessoas queriam trabalhar em outubro, mas nem chegaram a procurar por causas relacionadas à pandemia.
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