

As escolinhas particulares de educação infantil, que atendem crianças de 0 a 6 anos, vêm enfrentando sérias dificuldades financeiras. Ao menos 10 pré-escolas e creches de Salvador e Lauro de Freitas fecharam durante a pandemia do novo coronavírus desde que as aulas foram suspensas em março, conforme contabiliza o Grupo de Valorização da Educação (GVE), que reúne 80 instituições de ensino da capital e Região Metropolitana.
Segundo informações do jornal Correio, o dado não inclui os recentes anúncios de fechamento de unidades de ensino fundamental e médio como o Isba, em Ondina, e a do Sartre, que fecha a unidade do bairro da Graça e agora segue para Amaralina. Entre as pré-escolas que divulgaram encerramento de atividades estão a Escola Pirilampo, no Imbuí, com 39 anos de história, a Cantinho da Cinderela, que é ligada à Escola Villa Laura, com 45 anos de existência. O encerramento das atividades da Cantinho da Cinderela foi anunciado no último dia 30 de outubro. Já o anúncio da Pirilampo aconteceu na última quarta-feira (4).
Preocupado com o encerramento de atividades de estabelecimentos, o GVE diz que as limitações impostas pelo poder público em virtude da covid-19 têm gerado “uma crise sem precedentes e irrecuperável no setor educacional”. Porta-voz do GVE Wilson Abdon prevê que o fenômeno irá desestruturar todo o sistema de ensino, tanto público como privado.
Com as escolas fechadas, as principais apreensões do grupo são as constantes demissões de profissionais, a quantidade de pais e crianças desassistidas e que, lá adiante, creches e pré-escolas públicas não tenham condições de atender a demanda desses alunos egressos da rede particular.
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