A Prefeitura de Salvador estuda a desativação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com Covid-19. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Léo Prates, a doença atingiu um patamar controlado na cidade.
“Só temos duas formas de dizer que a Covid foi embora: a primeira é a vacina, que não temos ainda, e a segunda é a imunidade de rebanho. Já temos uma quantidade expressiva de pessoas que permite dizer ‘já estamos com a imunidade em termos de sociedade’. A determinação do prefeito ACM Neto é ver sempre a ciência. Vamos fazer um inquérito epidemiológico com Fiocruz para ver, mas o que eu poderia dizer é que estamos com a doença sob controle. Mas precisamos continuar com os cuidados. Queria agradecer a comerciantes e empresários que têm seguido os protocolos. Se não tivessem seguido, não estaríamos nessa situação hoje”, disse o secretário, em entrevista hoje (2) na Rádio Metrópole.
O secretário também informou que o mês de outubro pode marcar a volta às aulas da rede municipal. No entanto, a decisão sobre o tema será do prefeito ACM Neto. “Mantendo essas curvas assim, concordo com o prefeito de ter em outubro escola aberta e algumas coisas. A decisão final é do prefeito”, declarou.
Na avaliação de Léo Prates, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 permite a discussão sobre fechamento desses locais para atendimento do restante da demanda. No entanto, o tema precisa ser discutido com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). “Nós estamos discutindo, teremos com a Sesab amanhã, estamos com 48% de ocupação de leitos de Covid. O tempo de resposta do sistema para quem não tem coronavírus, ou seja, quem tem outras doenças, está demorando muito. Nossa ideia amanhã é fazer um cálculo para reduzir um pouco o volume de leitos de UTI para coronavírus para ofertar para quem não tem coronavírus”, disse o secretário.
“Nossa ideia é começar a desmobilização pelos hospitais que podem ser úteis para os atendimentos de não-coronavírus. Se eu desmobilizar o Wet agora, a cidade perde 70 leitos de UTI. Não vai refletir tão fortemente na taxa, mas não vai ter serventia para o cidadão. Se a gente faz casado com o estado, em parceria para salvar vidas, você pode remobilizar o Ernesto Simões, que tem 80 leitos e quase o mesmo impacto de leitos de UTI, para atender pacientes cardiovasculares, assim como o Hospital do Subúrbio e o Municipal”, acrescentou.
Foto: Bruno Concha/ Secom