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EUA E CHINA TROCAM ACUSAÇÕES NO TWITTER

Redação - 13/07/2020 08:45 - Atualizado 13/07/2020

Os embaixadores dos EUA e da China no Brasil trocaram acusações pelas redes sociais depois que o Departamento de Estado americano divulgou um relatório que aponta suposta campanha de esterilização em massa de mulheres da etnia uigur. Todd Chapman, chefe da embaixada americana em Brasília, replicou o documento em sua conta no Twitter na sexta (10), enquanto o embaixador chinês Yang Wanming respondeu.

Os uigures são uma etnia majoritariamente muçulmana que vive no oeste da China, principalmente na província de Xinjiang. Segundo o documento do governo americano, a suposta esterilização seria parte de uma repressão conduzida pelo Partido Comunista Chinês a uigures e outras minorias étnicas em Xinjiang. Na sexta, ao replicar o relatório em sua conta no Twitter, Chapman escreveu: “Esterilização em massa de mulheres uigures pelo Partido Comunista Chinês — silêncio não é uma opção”.

Neste domingo, o embaixador chinês rebateu as acusações e disse que Chapman veio ao Brasil com a “missão especial” de “atacar a China com boatos e mentiras”. “Olha, esse homem vem ao Brasil com a missão especial, que é atacar a China com boatos e mentiras, aconselhamos que pare de fazer atividades desse tipo e faça bem o seu trabalho o que facer (SIC). Uma formiga tenta derrubar uma árvore gigante, ridiculamente exagerando em sua capacidade”, escreveu Wanming.

As acusações por rede social também se ocorreram no sábado, também pelo Twitter, quando a Embaixada dos EUA no Brasil afirmou que a China “paga os cientistas das universidades americanas” para levarem conhecimento e inovação de volta ao país, o que incluiria “pesquisas valiosas, financiadas pelo governo federal”. A informação foi atribuída ao Diretor do FBI, Christopher Wray. “Isto está acontecendo no Brasil?”, questionou a embaixada americana em Brasília.

A troca de farpas entre os embaixadores reflete a constante tensão das relações diplomáticas entre os dois países, que travam uma guerra comercial. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, seguida pelos EUA. Os dois embaixadores aparecem no noticiário com frequência. Chapman, por exemplo, teve de fazer teste para detectar coronavírus porque recebeu o presidente Jair Bolsonaro para um almoço de comemoração do aniversário da independência dos EUA.

Três dias depois do encontro, no qual Bolsonaro, ministros e Chapman estavam sem máscara, o presidente anunciou que estava com coronavírus. O embaixador fez um teste, cujo resultado foi negativo, segundo a embaixada. Já o embaixador chinês reagiu em março, também pelo Twitter, a uma fala do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. O parlamentar afirmou que a ‘culpa’ pela pandemia de Covid-19 era da China – o país registrou os primeiros casos da doença. Yang Wanming repudiou a publicação do deputado e exigiu pedido de desculpas.

Foto: divulgação

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