ENTREVISTA – FAUSTO FRANCO SECRETÁRIO DE TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

ENTREVISTA - FAUSTO FRANCO SECRETÁRIO DE TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

Por: João Paulo Almeida

Bahia Econômica – Secretário existem locais do Brasil com protocolos sanitários que já conseguiram abrir alguns espaços e estão começando a planejar os eventos para movimentação do turismo de negócio. Por que a Bahia ainda não conseguiu?

Fausto Franco – Essa é uma informação que precisa ser trabalhada com cautela. Veja bem, existem locais que tentaram abrir alguns espaços no sul e no sudeste, mas não existe uma volta do turismo de negócios. Muito pelo contrario. Alguns desses estabelecimentos já foram inclusive fechados, pois houve um aumento grande no numero de contaminados por covid-19, então é preciso se verificar cada caso para se saber o que aconteceu. Exemplo que eu cito é o Rio de Janeiro e São Paulo que estão reabrindo a economia e os casos começaram a crescer. Na Bahia estamos trabalhando com responsabilidade pensando na vida das pessoas.

BE- E não existe ainda um protocolo sanitário para se fazer ou pensar essa reabertura da economia em especial do turismo?

FF- Existe sim. Nós estamos em fase de elaboração para termos um protocolo único para todas as áreas. Nós vamos fazer isso com a secretaria de saúde e vamos em breve soltar esse protocolo. O trade também apresentou um protocolo ao estado, mas nós vamos fazer o nosso e vamos unificar todos. É importante que se tenha uma unidade de protocolos para evitar a falsa interpretação quando ele for lançado.

BE- O trade do turismo estima uma perda de 50% dos bares e restaurantes que não vão reabrir a após a pandemia. O estado trabalha para evitar essa perda, como o senhor analisa essa situação?

FF- O governo federal prometeu R$ 5 bilhões para ajudar essa classe bastante atingida pelo coronovarírus. O problema é que as empresas estão com dificuldade para receber esse valor. Então essa ajuda está só na teoria. O governo federal precisa fazer amis e diminuir o número de entraves para esse dinheiro chegar ao setor. O governo tem ajudado nesse sentido e buscado ouvir o setor. Vamos continuar cobrando do governo federal.

BE- O turismo da Bahia está preparado para retomar o crescimento após a pandemia?

FF- Nós vamos ter procolos rígidos de segurança e vamos precisar nos adaptar em alguns casos. O turismo será o último setor da economia a ser retomado. As pessoas vão ter que criar confiança para ir para determinados locais e isso leva tempo. O turismo de negócio também vai precisar se adaptar. Um evento para 1000 pessoas só vão poder entrar 400 por exemplo. Será que para eles vai ser lucrativo para os idealizadores? Então são pontos que terão de ser pensados e estudados após a pandemia.

BE- Como o senhor avalia as MPs 936 e 927 que estão no congresso nacional?

FF- Importantíssimas para o turismo e vários outros setores. A prorrogação dos contratos de trabalho sem a necessidade de demissão em massa vai fazer o setor ter uma folga nesse momento de receita zero. A matéria passou no senado, passou na câmara e agora falta o presidente Bolsonaro sancionar. Espero que ele não demore muito, pois o setor carece de ajuda.