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ATAQUES À CHINA: BRASIL DEIXA DE SER O PRINCIPAL EXPORTADOR

Redação - 06/04/2020 17:34 - Atualizado 06/04/2020

Importadora de soja do Brasil, a China deve passar a adquirir o produto também por meio dos Estados Unidos. A decisão, tomada “questões de segurança”, leva em consideração os recentes ataques de políticos associados ao governo Bolsonaro.

De acordo com a coluna de Nelson de Sá, na Folha de S. Paulo, o noticiário chinês fez várias referências ao Brasil na última semana. O tabloide Huanquiu/Global Times, por exemplo, ironizou em um título que, durante a escalada dos números do novo coronavírus, “Presidente brasileiro convoca jejum para se livrar do pecado”.

Além disso, a agência de notícias chinesa Xinhua fez um levantamento na América Latina, que mostrou que a região registra, até aqui, 30 mil casos da Covid-19. O Brasil tem mais de um terço destes casos.

Já a rede CCTV ressalta que “três epidemias estão para acontecer ao mesmo tempo no Brasil” – além do coronavírus, cita dengue e gripe.

Em entrevista coletiva no último sábado, coberta pelo diário Xin Jing Bao, um membro ministério da Agricultura chinesa, Wei Baigang, afirmou que “muitas pessoas se preocupam que a soja importada do Brasil venha a ser afetada. De acordo com ele, “as importações do Brasil não foram afetados em março, e as importações dos EUA devem crescer”.

Vale lembrar que Brasil e China viveram um momento de crise diplomática, no mês de março, após o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, publicou em suas redes sociais ataques ao outro país. “Quem assistiu Chernobyl vai entender o que ocorreu. Subistitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa (…) A culpa é da China e liberdade seria a solução”, escreveu.

No dia 24 do mesmo mês, Jair Bolsonaro afirmou ter conversado por telefone com o presidente da China, Xi Kinping, para “reafirmar nossos laços de amizade, e ampliar nossos laços comerciais”.

 

Foto: Ouro Safra/ Divulgação

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