Pré-candidato a prefeito de Salvador, o secretário Léo Prates disse, em entrevista à Tribuna, que se filia ainda neste mês ao PDT depois de conseguir autorização na Justiça para deixar o DEM. Apesar de ser do grupo de ACM Neto (DEM), que lançou Bruno Reis (DEM) como pré-candidato ao Palácio Thomé de Souza, Prates reiterou que vai manter sua candidatura. “A candidatura é para valer. Está colocada, mas está nas mãos das pessoas. São elas que vão decidir o próximo prefeito de Salvador”, declarou. Prates viu com bons olhos as especulações de que pode ser o vice de Bruno Reis. “Em primeiro lugar, isso mostra que a nossa candidatura está crescendo. Qualquer candidatura a prefeito ou vice tem que atrair as pessoas, se agrega votos. O que posso dizer é que, neste momento, a minha tratativa é para ser prefeito da cidade do Salvador. Mas a decisão é das pessoas. Eu tenho esse sonho no meu coração de governar a cidade e mostrar o meu trabalho. Mas a decisão, em uma democracia, é das pessoas”, pontuou.
Para ele, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-presidente Lula (PT) não devem influenciar no pleito. “Não acho que o processo nacional influencia em uma eleição municipal. A dinâmica é outra. Isso não vem acontecendo em eleição municipal. Tanto é que em 2012 ACM Neto era oposição ao presidente Lula e ao governador Jaques Wagner. Então, a cidade do Salvador se posicionou naquela pessoa que conseguiu traduzir as esperanças. E a mesma coisa que eu quero fazer”.
Sobre a conjuntura política, Leo acredita que “é uma dos piores momentos do Brasil”. “É isso que minha pré-candidatura combate. Esse ódio, essa impossibilidade de conversa. A nossa pré-candidatura vai pregar o amor às pessoas, a possibilidade de melhorar a vida, porque todos nós somos brasileiros. Todos nós somos baianos e aqui, na cidade, todos nós somos soteropolitanos. Essa impossibilidade de conversa é o que mais me incomoda na política brasileira no momento. Sobre o presidente Bolsonaro, eu acho – e torço para que dê certo, apesar de ideologicamente estarmos em campos diferentes – como um todo que ainda tem a nossa expectativa de cumprir as promessas que fez durante a campanha. Mas não me furtarei a conversar com ninguém do governo. Ainda estamos aguardando conquistas mais profundas”, avaliou.
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